Tribunal do Júri de Poção de Pedras condena homem por lesão corporal grave contra companheiro
Homem condenado por lesão corporal grave em Poção de Pedras

Homem é condenado por lesão corporal grave contra companheiro em Poção de Pedras

O Tribunal do Júri de Poção de Pedras, município localizado a aproximadamente 350 quilômetros de São Luís, no Maranhão, realizou uma sessão histórica na quinta-feira, 19 de outubro, presidida pela juíza Lorena Costa Plácido. O réu, Jardisson Bezerra Cardoso, foi julgado e condenado pelo crime de lesão corporal grave cometido contra sua vítima, com quem mantinha um relacionamento amoroso na época dos fatos.

Detalhes do crime e investigação

De acordo com o inquérito policial, no dia 7 de maio de 2021, Jardisson Bezerra Cardoso chegou à residência da vítima portando um punhal e desferiu três golpes, causando lesões corporais de natureza grave, conforme atestado no laudo de corpo de delito. A vítima relatou às autoridades que, um dia antes do ataque, o acusado havia tentado roubá-la dentro de sua própria casa, utilizando uma faca como instrumento de intimidação.

Em sua defesa, Jardisson afirmou à polícia que, no dia anterior ao crime, teria sido drogado e estuprado pela vítima, argumento que foi considerado durante o processo, mas não suficiente para absolvição. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) requereu a condenação do réu com base na denúncia original, enquanto a defesa pediu a absolvição ou a desclassificação do crime de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal grave, alegando desistência voluntária do acusado.

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Decisão do júri e sentença

Os jurados, após análise minuciosa das provas, reconheceram a materialidade do crime e a autoria de Jardisson Bezerra Cardoso. No entanto, afastaram a acusação de tentativa de homicídio qualificado, desclassificando o crime para lesão corporal grave. Diante dessa decisão do Conselho de Sentença, a juíza Lorena Costa Plácido fixou a pena em dois anos e oito meses de reclusão, a ser cumprida em regime aberto.

Na dosimetria da pena, a magistrada considerou vários fatores agravantes e atenuantes. Por um lado, a vítima ficou incapacitada para suas ocupações habituais por mais de 30 dias e necessitou de procedimento cirúrgico para recuperação. Além disso, foi aplicada a agravante de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o réu agiu de surpresa, atacando no momento em que a vítima abriu a porta de casa, comprometendo sua capacidade de reação imediata.

Por outro lado, a juíza levou em consideração que o réu confessou o crime durante o processo, o que contribuiu para uma redução na punição final. Essa confissão foi um elemento crucial na definição da sentença, demonstrando um certo grau de arrependimento por parte do acusado.

Contexto e implicações

Este caso destaca a atuação do sistema judiciário em crimes de violência doméstica e lesões corporais em relacionamentos íntimos, reforçando a importância do Tribunal do Júri em comunidades menores como Poção de Pedras. A decisão equilibrou a gravidade do ato com as circunstâncias apresentadas, resultando em uma pena que busca justiça e reabilitação.

A sessão do Tribunal do Júri serviu como um exemplo de como a justiça pode ser aplicada de forma rigorosa, mas também considerando aspectos humanos e legais que moldam cada caso. A condenação de Jardisson Bezerra Cardoso envia uma mensagem clara sobre a responsabilidade penal em crimes violentos, especialmente quando envolvem parceiros ou ex-parceiros.

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