Justiça de Apiaí condena homem a 26 anos e seis meses por estupro de sobrinho-neto
A Justiça de Apiaí, no interior de São Paulo, emitiu uma sentença condenatória de 26 anos e seis meses de prisão para um homem acusado de estupro de vulnerável contra o sobrinho-neto. A decisão judicial foi publicada na quarta-feira (25) e marca um desfecho significativo em um caso que chocou a comunidade local.
Crimes ocorreram de forma continuada entre 2018 e 2023
De acordo com o processo judicial, os crimes teriam ocorrido de forma continuada entre os anos de 2018 e 2023. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) detalhou que, quando os abusos começaram, a vítima tinha apenas nove anos de idade. O nome do condenado não será divulgado para preservar a identidade da criança, conforme determinação legal.
Os fatos vieram à tona em agosto de 2024, quando o pai da vítima flagrou o tio e o filho em circunstâncias que indicavam relação sexual, conforme consta na denúncia. A descoberta levou à abertura de investigações que resultaram na condenação.
Condenado se aproveitava de atividade profissional para cometer crimes
Segundo as informações do MP-SP, o condenado trabalhava como pedreiro e utilizava sua atividade profissional como pretexto para cometer os estupros. Ele levava a criança como ajudante de obra, criando oportunidades para a prática dos crimes. Essa estratégia facilitou o abuso ao longo dos anos, mantendo os atos em segredo.
A juíza Larissa Lamblet, responsável pelo caso, fixou uma indenização mínima de R$ 10 mil a ser paga pelo réu, como reparação por danos morais à vítima. A decisão foi tomada a pedido do promotor Renan Mendes Rodrigues, que destacou a gravidade dos crimes e a necessidade de compensação para a família.
Processo corre em segredo de Justiça e condenação é mantida
O processo corre em segredo de Justiça, o que limita o acesso a detalhes específicos. Por esse motivo, não foi possível confirmar se o homem já está cumprindo a pena. A defesa do condenado não foi localizada para comentários até a última atualização desta reportagem.
Este caso reforça a importância da vigilância e da denúncia em casos de abuso sexual infantil, especialmente quando envolvem figuras de confiança dentro da família. A condenação serve como um alerta para a sociedade sobre a necessidade de proteger as crianças e combater tais violências.



