Homem é preso após atear fogo em mulher em tentativa de feminicídio no norte do Paraná
Uma mulher de 30 anos ficou gravemente ferida após ser queimada com solvente de tinta pelo próprio companheiro, em Sarandi, no norte do Paraná. O caso, classificado pela polícia como tentativa de feminicídio, ocorreu na madrugada de quinta-feira (26) e chocou a comunidade local.
Detalhes do ataque brutal
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Igor Vinícius da Costa Nogueira jogou solvente na cabeça e pescoço da vítima e ateou fogo. A agressão aconteceu após uma discussão que se estendeu pela madrugada. A mulher, que trabalha como zeladora em um supermercado, havia terminado seu turno às 21h de quarta-feira (25) quando o companheiro foi ao local e a agrediu inicialmente.
Testemunhas relataram à Guarda Civil Municipal (GCM) que Igor também esperou pela vítima na porta de casa, ofendendo-a enquanto ela carregava o filho do casal, de apenas um ano, nos braços. Por volta das 4h da manhã, a mulher pediu socorro e tentou se abrigar na casa de um vizinho, mas foi alcançada por Igor.
Resgate e estado grave da vítima
Uma moradora conseguiu conter as chamas usando uma mangueira, segundo informações da GCM. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que a vítima ficou com as vias aéreas comprometidas e sofreu queimaduras graves, principalmente na cabeça e pescoço.
Intubada, ela foi inicialmente levada à Santa Casa de Maringá e, na sexta-feira (27), foi transferida de helicóptero para o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, onde permanece em estado grave.
Prisão em flagrante e confissão
Após o ataque, Igor ateou fogo em um sofá dentro da casa e foi dormir em uma barraca infantil no quintal. O princípio de incêndio foi contido e o suspeito foi encontrado pela Guarda Civil Municipal ainda no quintal, onde foi preso em flagrante.
Na Delegacia da Mulher de Sarandi, o investigado admitiu o uso de solvente de tinta para iniciar o fogo. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida para preventiva após audiência de custódia. A polícia apura formalmente a tentativa de feminicídio e também a possível prática de incêndio criminoso.
Histórico de violência doméstica
Moradores relataram à polícia que o casal mantém um relacionamento conturbado há aproximadamente seis anos. A investigação revelou que, apenas em 2025, houve ao menos três registros de boletim de ocorrência por agressão de Igor contra a companheira:
- Em abril
- Em setembro, quando o suspeito chegou a ser preso e depois solto
- Em novembro
A vítima não deu continuidade ao pedido de medida protetiva na época dos registros anteriores, conforme informações policiais. O caso evidencia a gravidade da violência doméstica e a importância das denúncias e medidas protetivas para prevenir tragédias como esta.



