Guarda Civil foragido é preso dentro de guarda-roupa em Várzea Paulista
Guarda Civil foragido preso em guarda-roupa em Várzea Paulista

Guarda Civil foragido é preso dentro de guarda-roupa em Várzea Paulista

Um guarda civil de Várzea Paulista, no interior de São Paulo, que estava foragido da Justiça, foi preso na manhã desta sexta-feira, 17 de maio, escondido dentro de um guarda-roupas. A ação foi realizada pelo Ministério Público de São Paulo, com o apoio de órgãos especializados, após uma série de denúncias graves contra o agente.

Crimes graves e fuga

O homem é denunciado por uma série de crimes, incluindo estupro contra a companheira e tentativa de homicídio contra outros agentes de segurança. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi localizado na casa do cunhado, no bairro Jardim das Acácias, em Várzea Paulista. Durante a operação, um colete balístico da Guarda Civil Municipal foi apreendido.

De acordo com a denúncia da Promotoria de Louveira, em agosto de 2023, o suspeito teria praticado, no mesmo dia, agressões físicas, estupro e cárcere privado contra sua companheira. A denúncia, oferecida pelo promotor Rafael Morais de Oliveira, também inclui a acusação de maus-tratos contra oito cães que foram encontrados no veículo do guarda.

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Tentativa de homicídio e investigações

Durante as investigações, ao ser localizado por uma equipe da Guarda Municipal de Louveira, o homem efetuou disparos de espingarda contra três agentes e conseguiu fugir por uma área de mata, sendo também denunciado por tentativa de homicídio qualificado. A prisão preventiva do guarda havia sido decretada em março deste ano, mas o cumprimento do mandado na época não teve sucesso.

Suspeita de vazamento de informações

A Promotoria aponta que houve indícios de "falhas operacionais e possível vazamento de informações" que teriam permitido a fuga do suspeito. Diante do cenário, o Ministério Público, atuando com órgãos especializados, cumpriu a ordem judicial nesta sexta-feira. A vítima foi encaminhada para atendimento especializado, e o caso segue sob acompanhamento do MPSP, que avalia medidas adicionais de proteção.

Esta prisão marca um passo importante na luta contra a violência doméstica e a impunidade, destacando a necessidade de maior transparência e eficiência nas operações policiais para garantir a segurança pública e a justiça para as vítimas.

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