Mulher de 27 anos é vítima de feminicídio a tiros em Cajati, interior de São Paulo
Feminicídio em Cajati: mulher de 27 anos morta a tiros

Mulher de 27 anos é assassinada a tiros em residência de Cajati

Weisla Castro Israel, uma jovem de 27 anos, foi vítima de um brutal feminicídio na cidade de Cajati, localizada no interior do estado de São Paulo. O crime ocorreu na noite de sábado, dia 4, e chocou a comunidade local. De acordo com informações da Polícia Civil, o principal suspeito do homicídio é um homem que possui um histórico familiar complexo com a vítima, tendo sido casado com a tia dela e mantendo um relacionamento amoroso com Weisla no momento do ocorrido.

Detalhes do crime e fuga do suspeito

Conforme o boletim de ocorrência registrado, uma equipe da Polícia Militar foi acionada por uma vizinha que relatou ter ouvido disparos de arma de fogo provenientes do imóvel. Ao chegarem ao local, no bairro Jacupiranguinha, os policiais encontraram a vítima já sem vida, com múltiplas perfurações causadas por projéteis. A testemunha afirmou ainda ter visto o suspeito fugindo do local em um veículo, que posteriormente foi encontrado abandonado e trancado em uma rodovia da região.

A Polícia Civil investiga a hipótese de que o homem tenha trocado de automóvel para continuar sua fuga, dificultando assim o trabalho de localização pelas autoridades. Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a perícia técnica foi acionada imediatamente e o local do crime foi preservado para a coleta de evidências. O caso está sendo tratado como feminicídio e as investigações seguem em andamento na Delegacia de Cajati.

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Histórico violento do suspeito revelado pelo pai da vítima

Em um depoimento emocionante prestado à Polícia Civil na segunda-feira, dia 6, o pai de Weisla, que trabalha como pintor e reside em Colombo, no Paraná, revelou detalhes perturbadores sobre o passado do principal suspeito. Ele explicou que conhece o homem há muitos anos, pois este foi casado com a ex-cunhada, irmã da mãe falecida de Weisla. O pai afirmou que só descobriu o envolvimento da filha com esse indivíduo recentemente e nunca aprovou a relação, citando que ele já trouxe "desgraça" para a família.

Segundo o relato do pintor, o suspeito é acusado de ter cometido um homicídio há duas décadas em Colombo, onde matou um homem a tiros. Como consequência desse crime, em um ato de vingança, criminosos torturaram e assassinaram dois sobrinhos do suspeito, ambos com apenas 11 anos na época. Uma dessas crianças era filho do próprio suspeito e, portanto, meio-irmão de Weisla. Apesar desse histórico sombrio, a vítima havia informado ao pai que o homem comprara uma casa para ela em Colombo e que a mudança estava planejada para abril, o que não se concretizou devido ao trágico desfecho.

Ciúmes excessivos e monitoramento da vítima

O pai de Weisla também contou às autoridades que, após o crime, visitou a residência da filha em Cajati e descobriu que o suspeito frequentava o local constantemente. Ele descreveu o homem como extremamente ciumento, a ponto de pagar vizinhos para "monitorarem" os passos da jovem. Além disso, o pai soube que o suspeito possuía uma arma registrada, incluindo um fuzil, o que aumenta as preocupações sobre a periculosidade do indivíduo.

A tragédia deixou duas crianças órfãs: Weisla era mãe de dois filhos, com idades de 8 e 9 anos, que atualmente vivem com o pai deles em Colombo. A perda da jovem representa não apenas um crime brutal, mas também um impacto profundo na estrutura familiar, destacando a urgência na captura do suspeito e na elucidação completa dos fatos pelas forças policiais.

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