Ex-marido confessa feminicídio por incêndio em aldeia de MS, sétimo caso do ano
Ex-marido confessa feminicídio por incêndio em aldeia de MS

Ex-marido confessa feminicídio por incêndio em aldeia indígena de Mato Grosso do Sul

Juares Fernandes, de 52 anos, ex-marido de Ereni Benites, de 44, confessou à Polícia Civil que provocou o incêndio que matou a mulher na madrugada de domingo (8), em Paranhos, Mato Grosso do Sul. Em depoimento, ele relatou que usou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na casa onde a vítima estava dormindo, após ambos terem consumido bebidas alcoólicas juntos em uma confraternização.

Investigação aponta para crime premeditado

De acordo com informações divulgadas pela polícia nesta terça-feira (10), durante a investigação foram colhidos depoimentos e reunidos indícios que apontavam para a possível participação do ex-companheiro no crime. A apuração indicou que Ereni havia saído do local da confraternização e foi para casa dormir pouco antes do início do incêndio. Diante das provas e de contradições nos depoimentos, o suspeito foi ouvido novamente pela polícia.

Ao ser confrontado com os elementos reunidos na investigação, Juares Fernandes confessou o crime. No depoimento, ele detalhou que usou um desodorante aerossol junto com um isqueiro para iniciar o fogo, o que fez com que as chamas se espalhassem rapidamente pela residência. Durante novas buscas, policiais civis encontraram perto do local do incêndio os objetos utilizados no crime, corroborando a confissão.

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Sétimo feminicídio registrado no estado em 2026

Este é o sétimo feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul no ano de 2026, segundo dados policiais. O incêndio aconteceu entre 1h e 8h da manhã, em uma casa localizada em uma aldeia indígena no município de Paranhos. As autoridades foram acionadas inicialmente para atender uma ocorrência de incêndio em residência, com a informação de que poderia haver uma vítima no local.

Equipes da Perícia Criminal e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) foram chamadas para acompanhar os trabalhos. Quando os peritos chegaram, Ereni Benites já havia morrido dentro da casa carbonizada. O delegado Sidney Pinheiro, responsável pelo caso, explicou que o casal estava junto em uma confraternização antes do crime.

Durante o encontro, Juares Fernandes demonstrou que ainda tinha sentimentos pela ex-companheira e já havia tentado reatar o relacionamento, encerrado havia quatro anos. Depois que a vítima foi embora do bar, o homem também saiu. Cerca de 20 minutos depois, começou o incêndio. Segundo a polícia, ele comemorou o ocorrido, o que levantou suspeitas sobre sua participação.

Prisão preventiva e andamento do caso

A autoridade policial pediu a prisão preventiva do suspeito, com parecer favorável do Ministério Público. Juares Fernandes permanece à disposição da Justiça, aguardando os próximos passos processuais. O caso reforça a gravidade da violência contra mulheres no estado e a necessidade de medidas eficazes para combater o feminicídio.

A investigação continua para apurar todos os detalhes do crime, incluindo possíveis motivações e circunstâncias que levaram ao ato extremo. A comunidade local e autoridades estão em alerta diante do aumento de casos de feminicídio na região, buscando promover ações de prevenção e apoio às vítimas de violência doméstica.

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