Ex-marido recebe pena de 40 anos por feminicídio e estupro em Joviânia
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) condenou Carlos Henrique Pires Macedo, conhecido como "Luxúria", a 40 anos de prisão pelo feminicídio e estupro de Rosimilda Sousa Alves, de 32 anos, ocorrido em Joviânia. A sentença foi proferida no dia 31 de março de 2026, referente ao crime cometido em 14 de março de 2019.
Motivação do crime e detalhes da condenação
De acordo com o delegado Fabiano Henrique, que investigou o caso, o crime foi motivado por vingança, pois Rosimilda havia denunciado Carlos, seu ex-marido, por violência doméstica. A Justiça considerou que o autor agiu por motivo fútil e de forma fria, emboscando a vítima em um local ermo.
Carlos foi sentenciado por homicídio com quatro qualificadoras, incluindo a emboscada, e por estupro. Ele recebeu 30 anos pelo homicídio e 10 anos pelo estupro, totalizando 40 anos de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. Além disso, ele terá que pagar os custos do processo.
Circunstâncias do crime e envolvimento de comparsa
Segundo as investigações da Polícia Civil, Carlos ofereceu cerca de oito pedras de crack para que um amigo levasse Rosimilda até uma casa abandonada em Joviânia, onde o crime ocorreu. No local, ele agrediu a vítima, batendo sua cabeça contra o chão várias vezes, e a violentou sexualmente, deixando-a nua e gravemente ferida.
O amigo envolvido foi preso em flagrante na época, mas não há informações atualizadas sobre sua situação. A Justiça também agravou a pena de Carlos pelo fato de a vítima ter deixado dois filhos pequenos, com 4 e 9 anos na época, e por ele ter antecedentes criminais por lesão corporal.
Fuga e atualizações do caso
Carlos Henrique Pires Macedo está foragido desde abril de 2019, e segundo dados do TJ-GO, continuava nessa condição até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu entrar em contato com a defesa do condenado para obter comentários.
Este caso destaca a gravidade da violência doméstica e a importância da justiça em punir crimes de feminicídio, servindo como um alerta para a necessidade de proteção às vítimas e combate à impunidade.



