Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, confessou nesta quarta-feira (7) o feminicídio da motorista de ônibus Thalita Arantes Lima, de 41 anos, em São José dos Campos. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (5), e o corpo da vítima foi encontrado enrolado em um cobertor dentro da casa onde morava, no bairro Majestic, na Zona Leste da cidade.
Relacionamento conturbado
Dias antes do crime, Thalita enviou um áudio a uma amiga relatando o relacionamento conturbado com Wesley. No áudio, ela descreveu um episódio em que ele a acordou com uma faca na mão, dizendo: “toma, chama a polícia, fala que eu tentei te matar. Antes que eu faça uma m...”. Thalita estava desaparecida desde sábado (3), e durante as buscas, Wesley afirmava não saber onde ela estava. Em mensagem ao filho da vítima, ele disse que também tentava contato com ela.
Investigação e confissão
Inicialmente registrado como morte suspeita, o caso passou a ser investigado como feminicídio após exames legistas identificarem lesões por arma branca. A Polícia Civil informou que Wesley foi preso na noite de terça-feira (6) em Aparecida, após a descoberta de um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas. Ele negou o crime inicialmente, mas confessou durante interrogatório. Segundo o delegado Neimar Camargo Mendes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a motorista foi morta com 13 facadas e apresentava sinais de defesa.
Histórico de violência
Thalita já havia denunciado o companheiro por agressões em maio de 2025. No boletim de ocorrência, ela relatou que Wesley era ciumento, invadiu sua casa, a agrediu e a trancou em uma churrasqueira após uma discussão. A vítima possuía medida protetiva contra ele. A empresa de ônibus onde Thalita trabalhava lamentou a morte, destacando que ela era uma profissional dedicada e querida pelos colegas. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos. A reportagem tenta contato com a defesa de Wesley.



