Justiça condena homem a 43 anos de prisão por feminicídio em Indaiatuba
Em uma decisão judicial marcante, Eliel Pimentel Fraga foi condenado nesta quinta-feira (5) a 43 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio da ex-companheira, Adriele de Freitas Pimentel. O crime brutal ocorreu em setembro de 2024 na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, e chocou a comunidade local.
Detalhes da sentença e crimes adicionais
Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, além do homicídio qualificado como feminicídio, o réu também foi condenado pelos crimes de perseguição e maus-tratos a animal. A sentença inclui ainda o pagamento de mais 34 dias-multa como penalidade adicional. A defesa tem o direito de recorrer da decisão, que representa uma resposta firme do sistema judiciário à violência contra a mulher.
Histórico de violência e relação familiar
A vítima, Adriele de Freitas Pimentel, tinha apenas 35 anos quando foi assassinada pelo ex-marido, de quem estava separada há aproximadamente dois anos. Ela havia denunciado o homem por violência doméstica anteriormente e possuía uma medida protetiva contra ele, o que não foi suficiente para impedir o desfecho trágico. Os dois eram primos de primeiro grau e tinham um filho em comum, que na época do crime contava com 9 anos de idade.
Circunstâncias do crime
O assassinato ocorreu na Rua Guará, no bairro Recreio Campestre de Indaiatuba. Testemunhas relataram à época que Adriele havia deixado o filho no ponto de ônibus para ir à escola pela manhã. Quando retornou para casa, encontrou o ex-companheiro, que havia pulado o muro dos fundos e invadido a propriedade.
Eliel trancou a porta e atacou a ex-mulher com pelo menos sete golpes de faca no tórax, em um ato de extrema violência. Após cometer o crime, o homem fugiu pela janela da residência, deixando a vítima gravemente ferida.
Descoberta do crime e entrega do acusado
A vítima foi encontrada pela própria mãe, que imediatamente acionou a Guarda Municipal. Cerca de uma hora após o ocorrido, Eliel Pimentel Fraga compareceu espontaneamente à delegacia e se entregou às autoridades policiais, confessando sua participação no feminicídio.
O caso reforça a importância das medidas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e a necessidade de efetiva implementação dessas salvaguardas pelo sistema de justiça e segurança pública.



