Justiça condena agressor após mãe pedir socorro em bilhete entregue por filho de 5 anos na escola
Condenação após mãe pedir socorro em bilhete entregue por filho

Justiça de Cruzeiro condena agressor após pedido de socorro em bilhete escolar

A Justiça de Cruzeiro, no interior de São Paulo, condenou um homem a dois anos de prisão, em regime inicial aberto, por agredir sua esposa. O caso veio à tona após a mulher, de 23 anos, enviar um bilhete de socorro através do filho de cinco anos, que o entregou à direção da escola no ano passado.

O desespero registrado no papel

Na mensagem escrita à mão, a vítima suplicou por ajuda: “Querida diretora, preciso de sua ajuda. O pai do meu filho está me batendo muito. Tem como você me ajudar? Para o bem dos meus filhos, por favor. Estou com muito medo”. O bilhete foi encontrado no caderno do menino e imediatamente acionou a polícia, que iniciou uma busca pela família na zona rural de Cruzeiro.

As agressões e a investigação

De acordo com a sentença publicada nesta terça-feira (10), a juíza Marcela Mendonça de Oliveira, da Vara Criminal de Cruzeiro, considerou comprovadas as agressões físicas. A vítima relatou ter sido espancada com um pedaço de bambu e ter os cabelos puxados pelo companheiro. No entanto, a magistrada destacou que não havia provas suficientes para condenar o réu pelos crimes de ameaça, cárcere privado e estupro, uma vez que a mulher, durante o depoimento, mudou parte de sua versão inicial, alegando ter inventado alguns fatos por estar com raiva do acusado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Condenação e possibilidade de recurso

A condenação foi baseada no crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica, previsto no Código Penal e na Lei Maria da Penha. O réu poderá recorrer da decisão em liberdade, já que a pena foi fixada em regime aberto. A defesa do agressor ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Detalhes do ocorrido

O episódio ocorreu em maio do ano passado, na zona rural de Cruzeiro. Após receber o bilhete, a direção da escola, localizada em Cachoeira Paulista, acionou as autoridades policiais. Devido à localização remota da residência, os agentes levaram aproximadamente 15 dias para encontrar o endereço correto. Quando finalmente localizaram a mulher, ela apresentava diversos ferimentos pelo corpo e confirmou sofrer agressões frequentes do companheiro.

O homem foi preso em flagrante e posteriormente denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de lesão corporal, ameaça, cárcere privado e estupro. A decisão judicial reforça a importância dos mecanismos de denúncia e proteção às vítimas de violência doméstica, mesmo em situações de isolamento geográfico.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar