Subtenente dos Bombeiros mata esposa a marteladas em MS; filhos autistas testemunharam
Bombeiro mata esposa a marteladas; filhos autistas testemunharam

Subtenente dos Bombeiros mata esposa a marteladas em MS; filhos autistas testemunharam

A enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, faleceu na manhã desta sexta-feira (6) no Hospital da Vida em Dourados, Mato Grosso do Sul, vítima de graves agressões cometidas pelo próprio marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte. A morte foi confirmada pela Polícia Civil, e a família anunciou a doação dos órgãos da vítima. Com este trágico episódio, sobe para cinco o número de mulheres assassinadas no estado somente neste ano.

Crime brutal ocorreu na terça-feira

O ataque violento aconteceu na última terça-feira (3), na residência do casal em Ponta Porã. Além de Liliane, dois dos três filhos do casal, com idades de 17 e 15 anos, também foram atingidos durante a agressão. O filho mais novo, de 11 anos, presenciou toda a situação, mas felizmente não sofreu ferimentos físicos. É importante destacar que os três filhos têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que torna o caso ainda mais chocante.

Segundo relatos das investigações, momentos antes do ataque, Liliane percebeu a intenção do marido e gritou para que as crianças fugissem da casa. Os filhos obedeceram e correram para a rua em busca de ajuda. Testemunhas que atenderam ao pedido de socorro entraram na residência e se depararam com a cena horrível: o militar golpeava repetidamente a esposa com um martelo.

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Fuga e prisão em flagrante do agressor

O subtenente Elianderson tentou fugir do local, mas foi perseguido por comerciantes e vizinhos que testemunharam o crime. Durante a fuga desesperada, ele pulou muros de várias residências e acabou quebrando o tornozelo. Populares conseguiram detê-lo e o entregaram às autoridades policiais, que o prenderam em flagrante delito.

O militar foi inicialmente internado sob escolta no Hospital Regional de Ponta Porã para tratamento dos ferimentos sofridos durante a tentativa de fuga. Na quinta-feira (5), ele precisou retornar ao hospital, o que levou ao cancelamento de sua audiência de custódia. A Polícia Civil já autuou Elianderson por tentativa de feminicídio e irá solicitar a prisão preventiva, medida que se torna ainda mais urgente após a morte da vítima.

Depoimento da filha revela detalhes aterrorizantes

Em seu depoimento à polícia, a filha mais velha do casal, de 17 anos, relatou momentos de puro terror. Ela contou que, ao perceber que o pai estava armado com uma marreta, a mãe gritou desesperadamente: "Abre a porta e foge". A adolescente revelou que, antes do ataque, o pai havia chegado do plantão, fechado todas as portas e janelas da casa, recolhido os celulares dos filhos e aguardado pacientemente a esposa voltar do trabalho.

"Quando a mãe chegou, ele disse imediatamente 'vamos pro quarto'. A mãe negou porque percebeu que tinha alguma coisa errada", afirmou o delegado Rodrigo Inojosa, responsável pelas investigações. No relato, a jovem descreveu que as agressões começaram antes que as crianças conseguissem sair completamente da casa. Ela mesma foi atingida por dois golpes na cabeça.

Cenário de horror presenciado por testemunhas

Testemunhas que entraram na residência após o pedido de socorro das crianças relataram uma cena devastadora: as crianças estavam com sangue no rosto, e o homem permanecia ao lado da mãe, ainda segurando a marreta, enquanto ela jazia caída no chão, gravemente ferida.

Liliane foi atendida inicialmente em Ponta Porã, mas devido à extrema gravidade de seus ferimentos, precisou ser transferida com urgência para o Hospital da Vida em Dourados, onde infelizmente não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada no crime, uma marreta, foi apreendida pela polícia e se tornou uma peça fundamental nas investigações.

Este caso chocante de violência doméstica que terminou em feminicídio expõe mais uma vez a vulnerabilidade das mulheres dentro de seus próprios lares e a necessidade urgente de medidas eficazes de prevenção e proteção. A tragédia é ainda mais dolorosa por envolver crianças com necessidades especiais que testemunharam e sofreram diretamente com a violência do próprio pai.

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