Operação 'Banquete Amargo' prende suspeito por crimes sexuais contra crianças em Costa Rica, MS
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã deste sábado (7), a operação "Banquete Amargo", em Costa Rica, município localizado no interior do estado. A ação policial teve como objetivo cumprir um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
Segundo as autoridades, o suspeito é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de menores. Até o momento, a polícia já identificou ao menos seis vítimas, mas o número pode aumentar conforme as investigações avançam.
Como as investigações começaram e se desenvolveram
As investigações tiveram início após uma denúncia anônima, recebida inicialmente pela Polícia Militar e posteriormente encaminhada à Polícia Civil. A partir desse ponto, a Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Costa Rica assumiu a apuração dos fatos.
Durante as diligências preliminares, os policiais reuniram indícios considerados consistentes de que o investigado se aproveitava da situação de vulnerabilidade das vítimas para cometer os crimes. Essas evidências foram cruciais para embasar os pedidos judiciais que autorizaram a operação.
Modus operandi do suspeito revelado pela polícia
De acordo com a Polícia Civil, o homem agia de forma meticulosa para atrair suas vítimas. Ele frequentava praças públicas e locais de lazer para observar e se aproximar de crianças e adolescentes. Para ganhar a confiança dos menores, oferecia alimentos como refrigerantes, bolachas e doces, além de dinheiro, presentes e convites para refeições em sua residência.
Após essa aproximação inicial, o suspeito passava a solicitar atos sexuais em troca de valores que variavam entre R$ 50 e R$ 100, conforme detalhado nos relatórios da investigação. Essa estratégia de aliciamento, que envolvia a oferta de alimentos, deu origem ao nome simbólico da operação policial.
Prisão e apreensão de materiais durante a operação
Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado e a expedição de mandados de busca e apreensão, incluindo a quebra de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos. Todos os pedidos foram autorizados pelo Judiciário.
O homem foi preso em sua residência, localizada no bairro Buenos Aires, e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Costa Rica, onde permanece à disposição da Justiça. Os materiais apreendidos durante a operação serão submetidos a perícia técnica e podem ajudar a identificar novos crimes, incluindo a possível existência de registros de pornografia infantil.
Significado do nome 'Banquete Amargo' e importância das denúncias
O nome "Banquete Amargo" faz referência, segundo a polícia, à forma como o investigado atraía as vítimas, usando alimentos e refeições como isca. O termo "amargo" simboliza a gravidade dos crimes cometidos e a resposta firme do Estado para interromper essas ações criminosas.
A Polícia Civil reforça que a denúncia anônima foi essencial para o avanço das investigações e destaca a importância da participação da população no combate a crimes contra crianças e adolescentes. Denúncias podem ser feitas com sigilo absoluto pelo telefone ou WhatsApp da Delegacia de Costa Rica: (67) 3247-6500.
Este caso serve como um alerta para a comunidade sobre os perigos que podem rondar espaços públicos e a necessidade de vigilância constante para proteger os mais vulneráveis.