Um idoso de 70 anos foi preso em flagrante na tarde da última sexta-feira (10) acusado de importunação sexual. O crime ocorreu dentro de um supermercado no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. O suspeito teria assediado uma colega de trabalho, de 32 anos, no local.
Detalhes do assédio no local de trabalho
A vítima, identificada como Talita Rocha, trabalha como operadora de caixa no estabelecimento. Ela relatou à Polícia Militar que o episódio aconteceu logo após seu retorno do horário de almoço. O homem, que também era funcionário do local, se aproximou do seu caixa e iniciou uma série de agressões de cunho sexual.
"Ele começou a me agarrar, pegou nas minhas partes íntimas, na frente e atrás, e tentou me beijar. Eu pedi para ele me soltar, mas ele continuava insistindo", contou Talita, em depoimento. A ação ocorreu na presença de outros clientes e funcionários.
Reação da vítima e prisão em flagrante
Após o ocorrido, Talita buscou apoio da gerência do supermercado e, em seguida, acionou a polícia. Ela revelou que sofreu uma crise de pânico devido ao trauma, pois já foi vítima de abuso sexual no passado e faz tratamento para depressão e ansiedade. "Isso desencadeou tudo de novo. Os policiais me deram muita assistência", afirmou.
Os policiais militares compareceram ao local e prenderam o suspeito em flagrante. Ele foi conduzido à delegacia, ouvido pelos oficiais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde aguarda as decisões da Justiça. Foi instaurada uma medida protetiva em favor da vítima, que optou por representar criminalmente contra o agressor.
Versão do acusado foi descartada
Em seu depoimento, o homem de 70 anos negou as acusações. Ele alegou, sem apresentar provas, que teria sido provocado pela colega de trabalho. No entanto, a versão do suspeito foi descartada pelas autoridades. A decisão se baseou no relato consistente da vítima e na confirmação dos fatos por uma testemunha que presenciou o assédio.
A reportagem tentou contato com a rede de supermercados Epa, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. A defesa do acusado e a Polícia Civil também não se manifestaram.