Governo do Rio anuncia licitação para instalar 200 mil câmeras de segurança no estado
Rio licita 200 mil câmeras de segurança em maior projeto da América Latina

Governo do Rio anuncia licitação para instalar 200 mil câmeras de segurança no estado

O governo do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (21), a abertura de uma licitação para a instalação de mais de 200 mil câmeras de segurança em todo o território estadual. Denominado programa Sentinela, o projeto tem um custo estimado em cerca de R$ 2 bilhões e se posiciona como o maior sistema de monitoramento da América Latina.

Pesquisa e inspiração internacional

Segundo informações do estado, o programa é resultado de uma extensa pesquisa conduzida por técnicos do governo ao longo dos últimos três anos. As equipes visitaram centros internacionais de controle, incluindo os da polícia de Nova Iorque, da Cidade do México e de regiões da China. Além disso, foram analisados equipamentos semelhantes em locais como o Espírito Santo, a Bahia e a cidade de São Paulo, que possui o maior sistema do país, com aproximadamente 20 mil câmeras.

Financiamento e declarações do governador

Em entrevista ao RJ2, o governador Claudio Castro foi questionado sobre a origem dos recursos para o projeto. Ele afirmou que há diversos fundos disponíveis e que o programa será implementado "de acordo com que a gente vai tendo dinheiro para comprar as câmeras". Castro detalhou: "Em primeiro lugar a gente tem que ver toda essa questão de investimento que tem sido feito. Por exemplo, tem a questão do fundo da segurança pública. Tem uma parte desse programa que acaba sendo ambiental, nas cidades inteligentes, que dá pra usar um pedaço do Fecam. Tem um pedaço dele que acaba sendo direcionado para pesquisa. E a gente tem lá a Faperj pra ajudar. E tem o próprio caixa do estado."

O governador também estimou o tempo de instalação de todos os equipamentos: "Acho que mais uns três meses a gente já acabou de colocar em tudo. Não tenho dúvida que, assim que chegar, a implementação é muito rápida." No entanto, ele já havia anunciado outros investimentos em tecnologia para a área de segurança que estão atrasados, como o sistema de câmeras em viaturas policiais, que deveria ter entrado em funcionamento em julho de 2024.

Detalhes da licitação e implementação

O edital será lançado na quinta-feira (22), e a empresa vencedora terá seis meses para instalar os primeiros equipamentos, com foco inicial em Belford Roxo e Copacabana. Castro explicou a escolha: "A ideia era um ponto de muito fluxo de pessoas, como Copacabana, e um na Baixada Fluminense. Nós entendemos que assim há uma curva de aprendizado grande."

A longo prazo, o plano inclui firmar convênios com as 92 prefeituras do estado para ampliar o raio de monitoramento, estabelecendo 182 centros de controle em órgãos como bombeiros, polícias e gestões municipais. Em contrapartida, as cidades deverão adotar medidas preventivas, como melhorar a iluminação pública e eliminar terrenos baldios.

Expansão e objetivos adicionais

A intenção é abrir seis centros regionais em cidades como Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias. A distribuição dos equipamentos levará em conta fatores como a proporção das populações, o tamanho dos territórios e os índices de criminalidade. Além da segurança, os equipamentos serão utilizados em questões de ordenamento público.

Com o programa Sentinela, o estado pretende retomar uma proposta ainda não concretizada: a implantação de portais eletrônicos nas fronteiras do Rio de Janeiro para combater a entrada de armas e drogas. O primeiro posto deveria ter sido inaugurado no primeiro semestre de 2025, na Via Dutra, na altura de Resende.

O projeto não tem um prazo definitivo para conclusão, mas representa um esforço significativo para modernizar a infraestrutura de segurança no estado.