Vereador que arrancou microfone de colega pede desculpas em Porto Alegre
Vereador pede desculpas por arrancar microfone de colega

O vereador Mauro Pinheiro (PP) pediu desculpas à vereadora Juliana de Souza (PT) durante a sessão desta quarta-feira (20) na Câmara de Porto Alegre, uma semana após ter arrancado o microfone de sua mão. O episódio ocorreu na quarta-feira (13), quando Juliana discursava sobre os áudios de Flávio Bolsonaro (PL) e do banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pelo Intercept Brasil e confirmados pela TV Globo.

O pedido de desculpas

Na fala, Pinheiro afirmou que o ato não teve intenção de desrespeitar a colega por ser mulher, classificando-o como involuntário. "No calor do debate, por um ato involuntário, a vereadora se sentiu ofendida pelo fato de ser mulher", disse. Ele negou que tenha havido violência política de gênero, enquanto Juliana o acusa exatamente disso. O PT já ingressou com pedido de cassação do mandato na Comissão de Ética.

Relembre o caso

Na sessão do dia 13, Juliana de Souza teve o microfone arrancado por Pinheiro enquanto comentava o áudio vazado. A discussão ocorreu durante os debates finais do Plano Diretor de Porto Alegre, projeto polêmico do prefeito Sebastião Melo (MDB). A vereadora Comandante Nádia (PL) havia subido à tribuna para criticar a esquerda, acusando-a de "terrorismo político". Em aparte, Juliana rebateu dizendo que Nádia "fugiu do tema" e mencionou o áudio de Flávio Bolsonaro. Nesse momento, Pinheiro retirou o microfone, gerando reação imediata e interrupção dos trabalhos.

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Posicionamentos

O que diz Mauro Pinheiro: Em nota, o vereador afirmou que o ocorrido "não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar", sendo um ato regimental para preservar a ordem da sessão. Ele disse que sempre respeitou as mulheres na política e que a acusação de violência de gênero é uma distorção.

O que diz o PT: O partido protocolou denúncia na Ouvidoria de Gênero do TRE-RS e pediu a cassação de Pinheiro na Comissão de Ética, classificando o ato como "violência política de gênero" e "ataque à democracia". A nota afirma que o caso não é isolado e faz parte de uma escalada de intimidação contra mulheres na política.

O caso segue em análise na Câmara e no TRE-RS.

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