A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou, nesta quarta-feira (6), um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar alunos do curso de Direito de Cuiabá suspeitos de envolvimento na criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis”. Em nota oficial, a universidade informou que o procedimento foi aberto para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos, mas não detalhou se houve afastamento dos estudantes apontados na denúncia.
Posicionamento da UFMT
“A Universidade Federal de Mato Grosso repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica”, diz trecho da nota divulgada pela instituição. A UFMT reforçou seu compromisso com a dignidade humana e a igualdade, valores essenciais à formação jurídica.
Repercussão entre os estudantes
Segundo o Centro Acadêmico do curso de Direito, as mensagens teriam sido compartilhadas em um aplicativo de troca de mensagens e se espalharam rapidamente durante esta semana. Ainda de acordo com a publicação, os alunos deixavam clara a intenção de abusar sexualmente de colegas de sala. O Centro Acadêmico afirmou que segue acompanhando o caso e repudiou o episódio com veemência.
“É inadmissível que, no âmbito de um curso de Direito – cuja formação está intrinsecamente vinculada à defesa da dignidade da pessoa humana, da igualdade e dos direitos fundamentais – ocorram episódios dessa natureza”, declarou a entidade estudantil.
Desdobramentos legais
Até o momento, o caso não foi registrado na Polícia Civil. A UFMT não informou se tomará outras medidas além do PAD, mas a comunidade acadêmica aguarda o avanço das investigações. O episódio gerou indignação entre alunos e professores, que pedem punição exemplar aos responsáveis.



