Traficantes monitoravam polícia para vender drogas no RS, diz investigação
Traficantes monitoravam polícia para vender drogas no RS

Uma investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou que um grupo de traficantes que atuava em Butiá, na Região Carbonífera, monitorava a movimentação de viaturas e policiais para garantir a continuidade da venda de drogas na cidade. O grupo também é investigado por ameaçar agentes de segurança no estado.

A descoberta ocorreu durante a Operação Cerco Fechado, deflagrada nesta quarta-feira (29), que resultou na prisão de 13 pessoas. O ponto central da apuração, conduzida pela 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), foi a descoberta de que os criminosos mantinham um sistema de vigilância contra a própria polícia.

Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a análise de celulares apreendidos em uma fase anterior da investigação foi decisiva. Os dados extraídos dos aparelhos revelaram que os investigados trocavam informações sobre a presença de agentes perto dos pontos de venda e a movimentação de viaturas.

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As comunicações demonstravam preocupação constante com a repressão policial e indicavam que o grupo ajustava sua atuação para ocultar drogas e reduzir a exposição. “A apuração demonstrou que, quando um ponto estava temporariamente inativo, compradores eram encaminhados a outros locais, mantendo a continuidade da mercancia ilícita e evidenciando a estabilidade da associação criminosa”, explicou a Delegada Ana Flávia.

A investigação, que durou quase um ano, também apontou que a associação criminosa era comandada de dentro do sistema prisional. Mesmo preso, o líder coordenava a distribuição de drogas, o fluxo financeiro e a ação dos comparsas em liberdade, usando celulares de dentro da cela.

A análise dos celulares também permitiu à polícia reconstruir a dinâmica operacional do grupo, identificando a divisão de tarefas e a existência de diversos pontos de venda. As conversas mostravam negociações de drogas, cobranças via Pix e a articulação para entrega dos entorpecentes.

A Operação Cerco Fechado cumpriu 15 mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. Durante a ofensiva, foram apreendidas drogas, munições e acessórios ligados ao crime.

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