Policial civil preso por matar passageira de carro de aplicativo no Rio
Policial preso por matar passageira de app no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, na noite desta sexta-feira (8), a prisão temporária do policial civil Frede Uilson Souza de Jesus, acusado de disparar contra um carro de aplicativo e matar a passageira Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 33 anos. O crime ocorreu na tarde de quinta-feira (7), na Rua Professor Henrique Costa, no bairro da Taquara, Zona Sudoeste do Rio.

Detalhes do crime

De acordo com as investigações, o policial, lotado na 29ª DP (Madureira), se envolveu em uma briga de trânsito com o motorista do aplicativo após uma manobra irregular. Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro preto do aplicativo realiza a manobra e um Peugeot branco passa pelo local. Testemunhas afirmam que os motoristas discutiram e, durante a briga, o ocupante do veículo branco atirou em direção ao carro de aplicativo. O disparo atingiu Thamires nas costas, que estava no banco traseiro.

Socorro e morte

O motorista do aplicativo socorreu a passageira e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus. Thamires chegou em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. Após prestar socorro, o motorista foi à delegacia para depor. O carro utilizado na corrida ficou com a marca do tiro que atingiu a vítima.

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Consequências e homenagens

Thamires, designer de sobrancelhas, deixa marido e duas filhas. Ela participaria de uma comemoração de Dia das Mães na escola das filhas nesta sexta-feira (8). Em respeito à vítima, a instituição cancelou as atividades e remarcou o evento. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) no Centro. O velório está marcado para as 10h deste sábado (9), no Cemitério de Irajá, e o enterro ocorrerá às 14h30.

Ação policial

O policial civil já está na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), onde prestou depoimento. A Corregedoria da Polícia Civil afastou o servidor de suas funções, instaurou um procedimento interno e acompanha as investigações. A DHC agiu rapidamente, identificou e representou pela prisão do autor do disparo. Outras diligências seguem em andamento para esclarecer completamente os fatos. A Polícia Civil reiterou que não compactua com desvios de conduta e reafirma seu compromisso com o combate ao crime em defesa da sociedade.

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