PM preso em Formiga por vazar informações para traficantes em troca de crack
PM preso em Formiga por vazar informações para tráfico

Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso na última sexta-feira (15) em Formiga, acusado de vazar informações sigilosas em troca de crack. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o policial teria comprometido duas operações policiais realizadas em 2021 e 2022.

Investigação aponta prejuízo a operações

Na denúncia, o MPMG afirmou que o sargento, cuja identidade não foi divulgada, vazou detalhes das operações Leão de Nemeia e Snowblind, prejudicando o cumprimento de mandados de prisão e impedindo a apreensão de uma quantidade maior de drogas. Em troca, ele recebia 25 gramas de crack como pagamento.

Segundo as investigações, em uma das operações, o militar foi designado para vigiar uma residência alvo de buscas, mas não cumpriu a tarefa e permitiu a entrada de uma mulher no imóvel.

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Condenação e penas

O sargento foi condenado pelos crimes de corrupção, associação para o tráfico de drogas e descumprimento de missão. As penas somadas chegam a 6 anos e 10 meses de prisão. Ele já havia sido afastado das funções durante as investigações da operação Tropa de Elite, em 2023.

Operações frustradas

A Operação Snowblind, realizada em julho de 2022 em Formiga e Arcos, teve como alvo o tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. No entanto, os principais alvos conseguiram fugir, e a apreensão de drogas foi abaixo do esperado, pois os investigados receberam informações antecipadas do sargento.

O promotor Ângelo Ansanelli Junior detalhou que o policial repassou detalhes da operação em troca de uma pedra de 25 gramas de crack, avaliada em R$ 1.300. Além disso, descobriu-se que o sargento era usuário de drogas e já havia vazado informações sobre a Operação Leão de Nemeia, também recebendo entorpecentes como pagamento.

Na Operação Leão de Nemeia, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, com 13 pessoas presas, além da apreensão de mais de 16 quilos de drogas, veículos, munições, cheques, R$ 21 mil em dinheiro, celulares, balanças de precisão, cofres e máquinas de cartão.

Investigações em andamento

As apurações também indicaram que o policial adquiriu drogas para uso pessoal de traficantes investigados na Operação Alma à Venda, os mesmos para os quais ele vazou informações da Operação Snowblind. O MPMG pediu o desarquivamento do Inquérito Policial Militar relacionado a essa operação para dar continuidade às investigações, resultando na denúncia do sargento por associação ao tráfico.

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