A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram, nesta quarta-feira (7), a segunda fase da Operação Clausura, que investiga um esquema de corrupção e tráfico de drogas dentro de presídios no Norte Fluminense.
Esquema criminoso nos presídios
Segundo as investigações, agentes públicos, detentos e traficantes locais integravam uma organização criminosa responsável pela entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos nos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes. A apuração começou após o assassinato do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, morto em uma emboscada no dia 8 de abril de 2025, em Campos.
Elo entre traficantes e presídios
De acordo com a Polícia Civil, ele seria o elo entre traficantes e integrantes do esquema dentro das unidades prisionais. A suspeita é de que a atuação dele no grupo criminoso tenha motivado a execução. A investigação foi conduzida pela Polícia Civil e pelo Gaeco.
Primeira fase da operação
Na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2025, os agentes identificaram e prenderam suspeitos de participação no homicídio do ex-policial penal. Durante a apuração, os investigadores descobriram uma estrutura criminosa dividida em três núcleos: fornecedores externos de drogas, policiais penais responsáveis pela entrada dos materiais nas unidades e detentos encarregados da distribuição interna.
Denúncias e provas
Segundo a polícia, três pessoas ligadas ao fornecimento externo foram denunciadas, além de seis policiais penais e três custodiados. As investigações também identificaram negociações para entrada de drogas, aparelhos telefônicos e outros benefícios dentro dos presídios. Os agentes afirmam ter encontrado provas de movimentações bancárias relacionadas ao lucro obtido pelo esquema.
Objetivos da segunda fase
De acordo com a Polícia Civil, a segunda fase da Operação Clausura busca cumprir mandados judiciais e reunir novas provas relacionadas aos crimes investigados. As equipes atuam em endereços ligados aos suspeitos, com o objetivo de desarticular completamente a organização criminosa que atuava dentro do sistema prisional da região.



