Operação Baca: grupo criminoso movimentou R$ 1,6 milhão em lavagem de dinheiro em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (6) a segunda fase da Operação Baca, que investiga um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os integrantes movimentaram mais de R$ 1,6 milhão por meio de esquemas financeiros ilícitos.
As ações ocorrem em Cuiabá e Cáceres, cidade a 220 km da capital. Ao todo, são cumpridas seis ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e têm como alvo integrantes do núcleo financeiro da organização criminosa.
Investigação da Denarc
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os agentes identificaram movimentações financeiras atípicas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados. Entre os indícios estão depósitos fracionados em dinheiro, transferências sucessivas entre contas e falta de comprovação da origem dos valores.
De acordo com a polícia, os dois alvos desta fase foram os responsáveis por movimentar mais de R$ 1,6 milhão. Na primeira fase da operação, foram identificados 22 investigados com indícios de participação no esquema. Desses, 20 já respondem pelos crimes, enquanto os dois restantes ainda não haviam sido responsabilizados e passaram a ser foco desta nova etapa.
Bloqueio de contas e continuidade das apurações
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com a finalidade de interromper o fluxo de dinheiro ilegal, evitar a dissipação de ativos e garantir a continuidade das apurações.
Integração com operações nacionais
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero de combate às facções criminosas no estado. As ações também fazem parte da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi).



