Mica Galvão se solidariza com vítimas e afirma acreditar na Justiça após prisão do pai
Mica Galvão se solidariza com vítimas e acredita na Justiça

O multicampeão de jiu-jítsu Mica Galvão voltou a se pronunciar sobre as denúncias contra o pai, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, preso suspeito de abuso sexual. Em vídeo publicado nas redes sociais, o atleta afirmou que está ao lado da família, se solidarizou com as vítimas e disse acreditar na Justiça.

Pronunciamento de Mica Galvão

No novo pronunciamento, Mica afirmou que ficou afastado das redes sociais para permanecer próximo da família. "Queria pedir desculpas a todo mundo por esse tempo que eu fiquei meio ausente, meio recluso, para ficar perto da minha família", disse. O lutador também comentou sobre o impacto das denúncias na equipe de jiu-jítsu da família. Segundo ele, o projeto esportivo acabou sendo afetado pela repercussão do caso. "O nosso time todo se desestabilizou, acho que basicamente fechou. Eu quis pegar essa responsabilidade e carregar o time comigo, porque via as famílias e os atletas precisando de um local para treinar", afirmou.

Mica disse que chegou a pensar em iniciar um novo projeto esportivo, mas desistiu diante da situação. "Com todos os acontecimentos, se tornou totalmente inviável. Não vai ser possível continuar com um projeto agora", declarou.

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Apoio às vítimas

Durante o vídeo, o atleta também falou sobre as denúncias de abuso sexual e prestou solidariedade às vítimas. "Com relação às vítimas, eu queria me solidarizar. Dizer que, se precisarem de mim, estou dando meu suporte aqui. Se precisarem de ajuda com alguma coisa dentro das minhas possibilidades, estou me disponibilizando", disse. O lutador afirmou ainda que acredita na apuração do caso. "Eu acredito na Justiça. Eu sei que é um momento delicado, mas tudo vai se concretizar", afirmou.

Primeiro pronunciamento

Logo após a prisão do pai, Mica Galvão já havia se manifestado nas redes sociais. Na ocasião, ele afirmou que vivia um momento difícil e destacou a relação que tinha com Melqui Galvão. "É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter", escreveu. Na publicação, o atleta também repudiou qualquer tipo de violência. "Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças — esse é um valor que carrego e que não abre exceção", afirmou.

Quem é Melqui Galvão

Melqui Galvão é conhecido no meio esportivo como faixa preta e treinador de jiu-jitsu, sendo responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas. Segundo a PC-AM, o servidor é efetivo da instituição e estava lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Diante da gravidade das denúncias, ele foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.

Investigação e prisão

Segundo a investigação, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima está atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades, junto com familiares. A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira.

Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos. Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida. Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior paulista.

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Em nota, a Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações relacionadas ao professor continuam em Manaus, com realização de depoimentos presenciais e virtuais para esclarecer possíveis crimes. O suspeito está detido na Delegacia-Geral, e a corporação aguarda decisão judicial para transferi-lo a um presídio em São Paulo, onde foi expedido o mandado de prisão temporária.