Em uma decisão marcante da Justiça de Ribeirão Preto (SP), Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, foi condenada a 63 anos e 26 dias de reclusão em regime fechado por estuprar a própria filha, de apenas 3 anos, e gravar cenas sexuais envolvendo a criança para satisfazer suas próprias fantasias. A sentença foi proferida na segunda-feira (18), durante audiência de instrução e julgamento.
Condenação do casal
O marido de Leiliane, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos, também foi condenado pelos mesmos crimes, recebendo pena de 45 anos e 5 dias de reclusão em regime fechado. Ambos terão que pagar indenização de dez salários mínimos cada um à filha de Leiliane. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do casal até o fechamento desta matéria.
Crimes cometidos
Leiliane e Andrey foram condenados por estupro de vulnerável, fornecimento de substâncias que causam dependência a menor, produção, reprodução, armazenamento, divulgação e transmissão de pornografia infantil, além de aliciamento da vítima para ato libidinoso. Segundo o Ministério Público, a mulher dopava a criança com brigadeiro de maconha para cometer os abusos.
Como o caso veio à tona
O crime foi descoberto em dezembro do ano passado, quando o amante de Leiliane procurou a polícia após ter acesso a imagens no celular dela. Ele relatou que a menina apresentava comportamento retraído e acordava assustada, pedindo para 'parar'. As gravações mostravam Leiliane molestando a filha. O casal foi preso em flagrante.
Depoimentos e investigação
Em depoimento, Andrey afirmou que Leiliane falava abertamente sobre temas sexuais envolvendo a filha e que ela dopava a criança com brigadeiro de maconha. Ele admitiu ter feito sexo com a mulher enquanto ela estava sobre a criança. Leiliane confessou que o casal conversava sobre fantasias sexuais com a menina.
Situação atual da vítima
Desde janeiro, a criança vive com o pai em Paranapanema (SP) e faz acompanhamento médico e psicológico. A advogada de acusação, Jéssica Nozé, afirmou que a condenação foi acertada, destacando a data simbólica de 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 'A criança está bem cuidada, frequentando escola e tendo um crescimento saudável', concluiu.



