Mansão de Renato Aragão pode ser leiloada por dívida de IPTU no Rio
Mansão de Renato Aragão pode ser leiloada por dívida de IPTU

Justiça do Rio bloqueia mansão de Renato Aragão por dívida de IPTU

A Prefeitura do Rio de Janeiro obteve na Justiça o arresto de uma mansão pertencente ao humorista Renato Aragão, localizada no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade. A medida foi tomada devido a uma dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no valor de 548 mil reais, referente aos exercícios de 2021 a 2023. O imóvel, avaliado em 18 milhões de reais e recentemente colocado à venda, tornou-se alvo da execução fiscal aberta em dezembro de 2025.

O que é o arresto e como funciona

O arresto é uma medida judicial preventiva que visa garantir o pagamento futuro da dívida. Segundo o consultor jurídico Pierre Henriques, sócio da Smart Leilões, essa providência é adotada quando o devedor ainda não foi localizado para citação, mas já existem bens identificados que possam assegurar o débito. “É uma espécie de pré-penhora. Ele acontece antes da localização formal do executado e serve para assegurar que o patrimônio continue vinculado ao processo”, explicou o especialista à coluna GENTE.

Embora a mansão continue em nome de Renato Aragão e sob sua posse, o arresto cria obstáculos para uma eventual venda. O bem perde liquidez no mercado, pode enfrentar dificuldades para obtenção de financiamento e gera insegurança em potenciais compradores. Henriques destaca que há diferença entre arresto e penhora: o primeiro tem caráter provisório e cautelar, enquanto o segundo representa uma etapa mais avançada da execução fiscal, podendo culminar no leilão judicial do imóvel.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Próximos passos do processo

A Prefeitura ainda tenta localizar oficialmente o humorista para que ele apresente defesa ou quite o débito. Caso a citação continue sem sucesso, o arresto pode ser convertido em penhora. Se Renato Aragão for citado e a dívida permanecer em aberto, o imóvel poderá ser penhorado e, posteriormente, levado a leilão. Um ponto relevante é a natureza jurídica do IPTU, considerado um imposto “propter rem”, ou seja, a dívida acompanha o imóvel independentemente de quem seja o proprietário. Assim, mesmo em caso de venda, o bem continua respondendo pelo débito tributário.

Apesar do avanço da cobrança judicial, ainda há margem para evitar o leilão. Segundo o especialista, o pagamento pode ser feito em qualquer etapa do processo. “Mesmo que o imóvel já esteja penhorado, ainda existe a possibilidade de quitação até a assinatura do auto de arrematação, o que impede a perda definitiva do bem”, concluiu.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar