Lei de internação involuntária de dependentes químicos entra em vigor em BH
Lei de internação involuntária de dependentes químicos em BH

Nova lei sobre internação de dependentes químicos em BH entra em vigor

A lei que regulamenta a internação voluntária e involuntária de dependentes químicos em Belo Horizonte entrou em vigor nesta terça-feira (5), após publicação no Diário Oficial do Município (DOM). A promulgação ocorreu porque o prefeito Álvaro Damião não sancionou nem vetou o projeto dentro do prazo legal. O g1 entrou em contato com a prefeitura e aguarda retorno. Nesses casos, a legislação aprovada pelos vereadores passa a valer automaticamente.

O texto foi aprovado pela Câmara Municipal em março deste ano. O projeto prevê medidas para pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo regras para internação involuntária, quem pode solicitá-la e a necessidade de fiscalização pelo Ministério Público. Segundo o autor da lei, vereador Braulio Lara (NOVO), a medida busca alinhar a legislação municipal à Lei Federal de Drogas e ampliar as possibilidades de atendimento a pessoas que não conseguem buscar ajuda por conta própria.

Principais pontos da lei

A lei define regras para o atendimento de pessoas em situação de dependência química, com foco em casos de maior vulnerabilidade, especialmente entre a população em situação de rua. Os principais pontos incluem:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Tratamento com atendimento médico, acompanhamento psicológico e ações de reinserção social e familiar;
  • Atendimento preferencialmente ambulatorial, em centros de referência como os Caps;
  • Internação como medida excepcional, indicada apenas quando houver risco à integridade física do paciente ou de terceiros;
  • Exigência de laudo médico para internação involuntária, que só pode ocorrer em unidades de saúde;
  • Solicitação por familiares, responsáveis legais ou, na ausência deles, por agentes públicos das áreas de saúde e assistência social;
  • Prazo máximo de até 90 dias para a internação involuntária, voltado à desintoxicação e estabilização do paciente.

Relembre o caso

Em outubro do ano passado, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, o projeto de lei. Em março deste ano, a proposta foi aprovada em segundo turno por 29 votos a 9. Entre os trechos mais polêmicos, a internação sem consentimento em casos de risco, mediante avaliação médica, e o tratamento que prioriza atendimento ambulatorial, com internação como medida excepcional por até 90 dias.

A proposta foi encaminhada para o executivo para sanção ou veto, mas não houve retorno no prazo determinado. Diante da falta de posicionamento, o legislativo promulgou a lei nesta terça-feira (5).

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar