Justiça do Rio obriga Meta a remover vídeo com IA que usou 'Cálice' de Chico Buarque
Justiça manda Meta retirar vídeo com IA que usou 'Cálice'

A Justiça do Rio de Janeiro proferiu uma decisão favorável ao cantor e compositor Chico Buarque em uma ação judicial movida contra a Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram. O caso teve origem na divulgação de um vídeo criado por inteligência artificial que utilizava a canção 'Cálice', de autoria de Chico Buarque, sem a devida autorização.

Vídeo com IA e violação de direitos autorais

De acordo com a ação, o conteúdo audiovisual exibia o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, retratado de forma depreciativa como um ditador, enquanto a música 'Cálice' era reproduzida ao fundo. O artista alegou que houve violação de seus direitos autorais, uma vez que a obra foi utilizada sem consentimento, e solicitou a remoção imediata do material, bem como a identificação dos responsáveis pela publicação.

Decisão judicial e medidas determinadas

A sentença foi emitida pelo juiz Mario Cunha Olinto Filho, titular da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O magistrado determinou que a Meta retirasse o vídeo do ar, o que já foi cumprido pela empresa. Além disso, a companhia forneceu informações que podem auxiliar na identificação dos administradores das páginas que compartilharam o conteúdo. Na decisão, o juiz também ordenou que a Meta adote medidas preventivas para impedir a circulação de conteúdos semelhantes no futuro, visando coibir novas infrações aos direitos autorais.

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Possíveis desdobramentos legais

Com a identificação dos responsáveis pela publicação do vídeo, o caso poderá evoluir para novas ações judiciais individuais contra os envolvidos. A decisão representa um precedente importante no combate ao uso não autorizado de obras artísticas por meio de inteligência artificial, reforçando a proteção dos direitos autorais no ambiente digital.

Especialistas alertam que o uso de tecnologias como IA para criar conteúdos que utilizam obras protegidas sem autorização pode gerar sérias consequências legais, incluindo indenizações e obrigações de remoção. A Meta, por sua vez, afirmou estar comprometida em cumprir as determinações judiciais e em aprimorar seus mecanismos de controle para evitar a veiculação de materiais que violem direitos de terceiros.

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