O ex-diretor da Penitenciária do Distrito Federal IV, Mayk Steve Richter Nobre, tornou-se réu por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) em março, e o caso tramita em segredo de justiça para preservar a identidade da vítima.
Defesa nega acusações
Em nota enviada ao g1 na quarta-feira (29), a defesa de Mayk, representada pelos advogados Sérgio Fonseca e Flávio Fonseca, negou as acusações. A defesa afirmou que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos e que confia no processo judicial para reconhecer a inocência do ex-diretor. Devido ao segredo de justiça, não foram fornecidos maiores detalhes.
Detalhes da denúncia
Segundo o MP, os episódios ocorreram entre junho e dezembro de 2025. O ex-diretor, valendo-se de sua posição hierárquica, teria feito investidas sexuais, incluindo massagens nos ombros sem consentimento, pedidos de fotos íntimas e envio de imagem de conteúdo sexual. A vítima respondeu com recusas claras, como “Para com isso” e “Pelo amor de Deus, homem”. Após a rejeição, o comportamento evoluiu para assédio moral, com gritos, cobranças públicas, obstáculos para plantões e ameaças de falta no aniversário.
Consequências e pedido de indenização
O MP enquadrou os crimes como assédio sexual e constrangimento ilegal com intimidação sistemática, pedindo indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais. A situação gerou boatos no ambiente de trabalho, prejudicando a reputação da vítima. Mayk foi exonerado do cargo de diretor em 16 de janeiro de 2025.
Posicionamento da Seape
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) informou que não foi formalmente comunicada sobre a denúncia, mas, ao tomar conhecimento dos fatos, afastou preventivamente o servidor e instaurou procedimento administrativo sigiloso para apurar as alegações.



