Acompanhamento e recuperação da criança
A menina de 3 anos que foi vítima de exploração sexual por parte da própria mãe, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, está realizando acompanhamento psicológico semanal e consultas médicas mensais. Desde janeiro deste ano, ela reside com o pai, que conseguiu a guarda judicial da filha. A advogada do pai, Beatriz Moreno, informou ao g1 que a criança apresenta melhora progressiva. "Ela começou a frequentar a escola regularmente, algo que antes não acontecia, e segue com acompanhamento psicológico semanal e médico mensal. Todos os exames solicitados foram realizados, e ela está bem de saúde", afirmou.
O crime e a condenação
O caso veio à tona em dezembro do ano passado, em Ribeirão Preto (SP). Na segunda-feira (18), Leiliane foi condenada a 63 anos de prisão em regime fechado pelos crimes cometidos contra a filha. Ela gravava a criança em cenas sexuais para satisfazer as próprias fantasias e dopava a menina com brigadeiro de maconha para produzir os vídeos. O marido de Leiliane, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos, padrasto da criança, foi condenado a 45 anos de prisão por envolvimento no caso. Ambos estão presos desde a descoberta dos crimes, e a defesa deles não foi localizada para comentar o assunto.
A denúncia e as investigações
As investigações começaram quando o amante de Leiliane procurou a polícia para denunciar o caso, após encontrar indícios dos abusos em mensagens no celular dela. Ele identificou conversas entre Leiliane e Andrey contendo vídeos que mostravam a mãe molestando a filha. Segundo o amante, a criança apresentava comportamento retraído e frequentemente acordava assustada, pedindo para "parar", o que lhe causava estranhamento. A advogada Beatriz Moreno informou que esses episódios noturnos diminuíram bastante, embora ainda existam alguns reflexos do trauma no dia a dia.
Nova rotina e acolhimento
Após o caso vir a público, a criança viveu em um abrigo em Ribeirão Preto, sob acompanhamento do Conselho Tutelar. Em janeiro, o pai conseguiu a guarda judicial, e atualmente eles residem em Paranapanema (SP), na região de Itapetininga. "Felizmente, com o pai, ela passou a viver uma rotina muito diferente. Tem tido acolhimento, estabilidade e cuidados voltados ao bem-estar físico e emocional. Estamos torcendo para que ela se desenvolva sem maiores sequelas dos abusos sofridos", revelou a advogada da família.
Detalhes do crime
Durante as investigações, o Ministério Público e a Polícia Civil apontaram que Leiliane gravava cenas sexuais com a filha para satisfazer as próprias fantasias. Em depoimento, Andrey contou que Leiliane sempre falava abertamente de assuntos sexuais em casa, envolvendo a própria filha, mas negou ter tocado na criança. Ele também disse que Leiliane dopava a filha com brigadeiro recheado com maconha e que chegou a fazer sexo com a mulher enquanto ela estava em cima da criança. Leiliane admitiu que o casal falava de fantasias sexuais para a criança. Ambos foram condenados por estupro de vulnerável, fornecimento de substâncias que podem causar dependência, produção e armazenamento de pornografia infantil, e aliciamento da vítima para ato libidinoso.



