Corpo de pedreiro morto em abordagem da PRF é exumado em Picos, no Piauí
Corpo de pedreiro morto pela PRF é exumado em Picos

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (28), a exumação do corpo do pedreiro Joilson Pereira, de 39 anos, vítima de um tiro durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em junho de 2020, no município de Picos, no Piauí. O procedimento foi acompanhado por agentes da Polícia Científica, da Polícia Federal e pela viúva da vítima, Maria Raimunda Lima, em um cemitério local.

Ao g1, Maria Raimunda desabafou sobre o impacto da perda: "Ainda hoje eu não durmo direito, não vivo direito, eu só passo pela vida. Ele estava voltando do trabalho, em Bocaína. Um tiro pegou no braço e quando ele tentou correr pegou outro nas costas. Não teve abordagem". A viúva também relatou que, após a morte de Joilson, enfrentou sérias dificuldades financeiras, já que ele era o principal provedor da família.

Investigação e condenação da União

A Polícia Civil já concluiu o inquérito sobre o caso e o encaminhou à Justiça. A PRF também apurou os fatos em sigilo. Segundo o advogado da família, Johilse Tomaz, a União foi condenada em primeira instância ao pagamento de indenização por danos morais e materiais aos familiares do pedreiro.

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Relembre o caso

Joilson Pereira morreu no dia 3 de junho de 2020, durante uma abordagem da PRF no bairro Bomba, em Picos, Sul do Piauí. Conforme a família, ele conduzia uma motocicleta embriagado e sem capacete, mas o veículo era regularizado e de sua propriedade. Parentes e um amigo afirmam que um policial atirou contra Joilson, que não resistiu. A PRF, na ocasião, informou que o caso seria apurado.

Maria Raimunda desabafou: "Se tivessem prendido ele, ele hoje estaria comigo. Ele estava sem capacete, estava alcoolizado, mas não tem cabimento terem atirado nele. Um bêbado não reage, se tivessem prendido, hoje ele estaria aqui comigo".

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, e a família aguarda o desfecho judicial.

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