O assessor Bernardo Moreira Amado Barros, que trabalhava para o deputado federal André Janones (Avante-MG), foi exonerado do cargo na Câmara dos Deputados na noite de quinta-feira, 30 de abril, por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A medida ocorreu após Barros invadir ao vivo um programa da Globonews, no salão verde do Legislativo, enquanto dois parlamentares — um da oposição e outro da situação — debatiam o Projeto de Lei da Dosimetria.
Invasão durante debate ao vivo
No momento da ação, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) e o líder do Partido dos Trabalhadores discutiam o PL da Dosimetria. Segundo Cabo Gilberto, Barros tomou o microfone da jornalista, gritou ofensas contra o projeto e declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será reeleito nas eleições de outubro. “Enquanto eu debatia de forma serena e democrática com o líder do PT, o agressor invadiu a entrevista, tomou o microfone, gritou ofensas e tentou fugir, como manda a cartilha da esquerda: agredir e correr”, afirmou o deputado.
Reação e consequências
Após a invasão, Cabo Gilberto disse no ar que respeitou a fala do líder do PT, mas não foi respeitado ao contrapor. “A verdade dói”, declarou. O ex-assessor foi abordado posteriormente e, segundo o parlamentar, “em postura visivelmente agressiva, partiu para o confronto, sendo então encaminhado à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados”. O caso chegou ao conhecimento de Hugo Motta, que assinou a exoneração, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 1º de maio.
Oposição cobra mais providências
Apesar da exoneração, a oposição considera a medida insuficiente. Em nota, a liderança do PL afirmou que a saída do servidor é o “mínimo” a ser feito e questionou: “Como um indivíduo com esse perfil chegou a ocupar um cargo dentro da Câmara?”. Até o momento, o deputado André Janones não se manifestou sobre o ocorrido. O espaço para manifestação permanece aberto.



