MP investiga agressões e ameaças de PMs a preso por furto em Barro Duro, Piauí
MP investiga agressões de PMs a preso por furto no Piauí

MP investiga agressões e ameaças de policiais militares a preso por furto em Barro Duro

O Ministério Público do Piauí (MPPI) está conduzindo uma investigação criminal para apurar se três policiais militares cometeram agressões e ameaças contra um homem preso por furto qualificado no município de Barro Duro, localizado a 98 quilômetros de Teresina. A denúncia foi formalizada pelo próprio suspeito, que também alegou que os PMs permaneceram presentes durante a realização do exame de corpo de delito, possivelmente para influenciar o resultado.

Denúncia feita durante audiência de custódia

O relato das supostas violências foi apresentado pelo acusado durante a audiência de custódia realizada no dia 20 de fevereiro. Na ocasião, o juiz Geovany Costa do Nascimento concedeu liberdade provisória ao homem, impondo o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar. No entanto, o Ministério Público afirma que o indivíduo descumpriu as condições estabelecidas e voltou a cometer furtos, o que resultou na decretação de sua prisão preventiva. Atualmente, ele está detido em uma penitenciária estadual aguardando a conclusão do processo judicial.

Detalhes das alegações de agressão

Segundo o depoimento do suspeito, os policiais militares arrombaram a residência onde ele se encontrava e iniciaram uma série de agressões utilizando um objeto contundente. Ele descreveu que os agentes efetuaram disparos de arma de fogo próximos à sua cabeça e que as violências físicas causaram ferimentos em suas costas, rosto, mãos e pernas, além de tê-lo arrastado pelo chão. O homem também afirmou ter sido ameaçado para omitir as agressões durante o exame de corpo de delito, procedimento que foi realizado com a presença dos PMs no local.

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Curiosamente, o exame médico não identificou ofensas à integridade física ou à saúde do acusado. Apesar disso, o promotor de Justiça Ari Martins Alves Filho, da Comarca de Barro Duro, determinou a oitiva dos três policiais militares envolvidos, visando investigar possíveis interferências no exame. O MPPI aguarda a conclusão dessa etapa para prosseguir com o procedimento investigatório criminal, que servirá de base para o oferecimento de denúncia ou arquivamento do caso.

Resposta da Polícia Militar e histórico do suspeito

A Corregedoria da Polícia Militar informou que abrirá uma apuração preliminar assim que receber a denúncia formal. De acordo com o órgão, os policiais só serão afastados de suas funções se houver fundamento legal para tal medida. Enquanto isso, o Ministério Público revelou que o suspeito possui um extenso histórico criminal, com outros dez registros policiais por furtos e crimes patrimoniais entre junho de 2025 e fevereiro de 2026. Alguns desses episódios envolveram o uso de armas brancas, como faca, facão e trincha.

Após a audiência de custódia, a Justiça impôs várias medidas cautelares ao acusado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica por seis meses, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, e proibição de frequentar bares, festas, boates e locais de venda de drogas. Contudo, a falta de instalação da tornozeleira e a identificação de novos crimes levaram o MP a solicitar a prisão preventiva, que foi deferida pelo juiz e executada pelas forças de segurança.

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