Justiça de Sergipe proíbe Iguá de emitir faturas de água em bairros de Aracaju
Justiça proíbe Iguá de emitir faturas de água em Aracaju

Justiça de Sergipe suspende emissão de faturas de água pela Iguá em bairros de Aracaju

A Justiça de Sergipe emitiu uma decisão que proíbe a empresa Iguá Sergipe de emitir faturas de água para os moradores do bairro Lamarão, localizado na Zona Norte de Aracaju. A medida inclui os residenciais Dom Luciano e Moema, e foi tomada em resposta a um pedido do Ministério Público de Sergipe (MP-SE). A suspensão permanecerá em vigor até que obras de infraestrutura na rede de abastecimento sejam finalizadas, garantindo o fornecimento adequado de água à população.

Origem do processo e ações do Ministério Público

De acordo com a promotora de Defesa do Consumidor, Euza Missano, o caso teve início com uma Ação Civil Pública movida contra a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) em 2020. Na ocasião, a autoridade julgadora determinou a realização de obras estruturantes na região para assegurar que a água chegasse às residências. No entanto, conforme explicou a promotora, "lamentavelmente não houve o cumprimento" das ordens judiciais.

O Ministério Público então entrou com uma execução, mas a companhia também não cumpriu as determinações. Com a chegada da Iguá, a empresa passou a emitir faturas de cobrança normalmente, mas os moradores continuaram sem receber água em suas casas. "Então o Ministério Público cumpriu aquilo que foi dito em audiência e a autoridade julgadora agora determinou a suspensão da emissão da cobrança", detalhou Euza Missano.

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Posicionamento da Iguá Sergipe

Em resposta à decisão judicial, o porta-voz da Iguá, Flávio Vieira, afirmou que a empresa não se isentará das responsabilidades que lhe cabem. Ele destacou que, há cerca de dez dias, o abastecimento na parte alta da região está normalizado. "O ponto mais alto do Lamarão hoje, nós temos uma pressão de 8 MCA, uma pressão é excelente, quando é normal é para ser 6, então pico mais alto do Lamarão há dez dias, nós não temos reclamação nenhuma", explicou Vieira.

Apesar dessa afirmação, a Justiça mantém a proibição até a conclusão das obras de infraestrutura, visando garantir que todos os moradores tenham acesso contínuo e adequado à água, sem cobranças indevidas. A decisão reforça a importância do cumprimento das obrigações por parte das empresas de saneamento e a proteção dos direitos dos consumidores em Sergipe.

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