Áustria investiga suspeitos de 'safari humano' durante Guerra da Bósnia
Áustria investiga 'safari humano' na Guerra da Bósnia

As autoridades austríacas iniciaram uma investigação sobre dois suspeitos envolvidos em atividades conhecidas como 'safari humano' durante a Guerra da Bósnia, ocorrida no distrito de Sarajevo. Segundo informações do Ministério da Justiça austríaco, os acusados teriam participado de excursões nas quais franco-atiradores pagavam para atirar em civis enquanto o conflito acontecia.

A investigação busca esclarecer detalhes sobre essas práticas, que chocaram a comunidade internacional. Os suspeitos, cujos nomes não foram divulgados, são acusados de organizar e guiar essas expedições, nas quais os atiradores escolhiam alvos civis aleatórios. O caso ganhou repercussão após denúncias de organizações de direitos humanos.

Detalhes da investigação

O Ministério da Justiça da Áustria informou que as investigações estão em estágio inicial, com coleta de depoimentos e análise de documentos. As autoridades buscam determinar a extensão da participação dos suspeitos e possíveis conexões com outros envolvidos. A Guerra da Bósnia (1992-1995) foi marcada por graves violações de direitos humanos, incluindo limpeza étnica e assassinatos em massa.

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Repercussão internacional

O caso reacendeu o debate sobre crimes de guerra não julgados. Organizações como a Anistia Internacional pedem que os responsáveis sejam levados à justiça. A Áustria, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a apuração de crimes contra a humanidade, independentemente do tempo decorrido.

As investigações continuam e novas informações devem ser divulgadas nos próximos meses. A expectativa é de que o caso sirva de exemplo para a responsabilização de crimes de guerra.

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