O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) manifestou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, seu pesar pela rejeição do Senado Federal ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante entrevista coletiva, Alckmin avaliou que a decisão impacta negativamente o funcionamento da Corte, que seguirá com um ministro a menos até que uma nova indicação seja feita.
Declarações de Alckmin
“Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, jurista, com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público. Mas, enfim, isso compete ao Congresso Nacional”, declarou o vice-presidente. Alckmin ressaltou que a vacância no STF ocorre em um momento de alta demanda processual. “É ruim porque vai ficar com um ministro a menos, dez, num Supremo já sobrecarregado de processos”, afirmou.
Próximos passos
Questionado sobre a possibilidade de um novo nome ser apresentado antes das eleições, Alckmin não deu detalhes. “Eu acho que o presidente Lula está definindo sua nova indicação”, disse o vice-presidente.
Repercussão nos Poderes
Indagado sobre os impactos da rejeição na relação entre o Planalto e o Senado, Alckmin minimizou desgastes e destacou o perfil conciliador do presidente. “Lula é o homem do diálogo. O presidente se caracteriza pelo diálogo. Sempre é um bom caminho”, afirmou.
Derrota histórica
O Plenário do Senado rejeitou na quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Foi a primeira vez desde 1894 que senadores rejeitam uma indicação presidencial ao Supremo. Messias foi derrotado por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta. Ele precisava de ao menos 41 votos, a maioria absoluta. Com a rejeição, a mensagem foi arquivada, e Lula deverá enviar novo nome para a vaga deixada por Luis Roberto Barroso, que precisa ser aprovado pelo Senado.



