Na última sessão como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia fez um discurso contundente contra a violência de gênero e defendeu a ampliação da participação feminina nos espaços de poder. A sessão ocorreu nesta quinta-feira (7) e marcou a transição para o novo presidente, ministro Kassio Nunes Marques.
Discurso de despedida
Cármen Lúcia aproveitou a ocasião para destacar as dificuldades enfrentadas por mulheres na política e no sistema judiciário. Ela afirmou que a violência contra a mulher não é apenas um problema de civilidade, mas sim de humanidade. “Para que a gente não tenha prevalecendo quadro de desigualdades sociais, cívicas, políticas e econômicas com esta violência bárbara que vem sendo praticada contra nós, mulheres, também manifestada no processo eleitoral”, declarou.
Desigualdades no processo eleitoral
A ministra ressaltou que as candidatas enfrentam mais obstáculos que os candidatos, assim como advogadas e defensoras públicas têm mais dificuldades que seus colegas homens. “Isto não é um problema de civilidade, isso é um problema de humanidade, e o que nós queremos é exatamente uma justiça para seres humanos e humanas igualmente dignas”, completou.
Defesa da democracia
Cármen Lúcia também fez um apelo para que se cumpram as determinações constitucionais de construção de uma sociedade livre, justa e solidária. “Que a gente chegue a um momento em que nós possamos nos considerar também matriz de uma democracia para toda a sociedade, para todas as brasileiras e todos os brasileiros”, disse.
Transmissão de cargo
A sessão marcou o fim do mandato de Cármen Lúcia à frente do TSE, sendo sucedida pelo ministro Kassio Nunes Marques. A ministra deixa a presidência após um período de atuação marcado por iniciativas de combate à desinformação e defesa da igualdade de gênero.



