Vigilante é preso em Castilho por suspeita de gravar crianças nuas em vídeo
Vigilante preso por gravar crianças nuas em Castilho

Vigilante é preso em Castilho por suspeita de gravar crianças nuas em ligações de vídeo

Um vigilante de 29 anos foi preso na quinta-feira, dia 12, na cidade de Castilho, interior de São Paulo, sob suspeita de armazenar conteúdo de abuso sexual infantil. No entanto, ele foi solto pela Justiça nesta sexta-feira, dia 13, após uma audiência de custódia realizada em Andradina, também no estado de São Paulo.

Como o crime era cometido

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homem aliciava crianças por meio das redes sociais. Após estabelecer contato, ele fazia ligações de vídeo com as vítimas. Durante essas chamadas, o suspeito induzia os menores a tirarem as roupas, enquanto gravava a tela do celular secretamente.

A prisão ocorreu após uma denúncia feita por uma mulher, que relatou que o vigilante havia convidado sua filha de seis anos para participar de ligações de vídeo. A polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde foram encontrados diversos itens, incluindo celulares, computadores, pen drives e até uma pistola.

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Material apreendido e investigações em andamento

Nos dispositivos eletrônicos apreendidos, a equipe policial localizou material de violência sexual infantil, que foi confiscado para análise. A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento, com esforços para identificar as vítimas, já que, segundo os investigadores, alguns pais podem não estar cientes de que seus filhos foram abusados.

O suspeito é investigado pelo crime de estupro de vulnerável. Na audiência de custódia realizada na manhã de sexta-feira, ele teve o direito de responder ao processo em liberdade provisória.

Perfil do acusado e alerta dos especialistas

Conforme apurado pela TV TEM, o homem tem dois filhos: um menino de 11 anos e uma menina de seis anos, que possui síndrome de Down. A delegada responsável pelo caso, Michelly da Silva Miliorini, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Andradina, destacou a importância da supervisão parental na internet.

"Pelo pouco que conseguimos observar no material apreendido, percebemos que as crianças se expõem dentro de seus próprios quartos, banheiros e, muitas vezes, longe da supervisão dos responsáveis legais", afirmou a delegada, enfatizando a necessidade de os pais acompanharem de perto as atividades online de seus filhos.

O caso serve como um alerta para os perigos do ambiente digital e a vulnerabilidade de crianças em situações de abuso online, reforçando a urgência de medidas de proteção e educação sobre segurança na internet.

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