Turistas gaúchas baleadas em conflito por terras na Bahia passam por cirurgia
Duas turistas do Rio Grande do Sul, baleadas durante uma disputa de terras entre indígenas e fazendeiros em Prado, na Bahia, passaram por cirurgia em um hospital de Porto Seguro nesta quarta-feira (25). O crime ocorreu na terça-feira, e as mulheres precisaram ser transportadas de helicóptero para receber atendimento médico de urgência.
Detalhes do ataque e estado das vítimas
Denise Moro, de 57 anos, e Josiane Moro, de 55 anos, ambas de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram atingidas por tiros enquanto faziam um passeio até Barra do Cahy, uma praia localizada a aproximadamente 44 quilômetros de onde estavam hospedadas. Segundo informações do hospital, as mulheres já respiram sem auxílio de aparelhos, mas permanecem em acompanhamento na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sem previsão de alta.
Relato do marido de uma das vítimas
Luis Alberto Dutra, marido de Josiane, descreveu o incidente em entrevista à TV Santa Cruz, da Bahia. Ele contou que a família estava passeando na região desde o sábado anterior e que, na terça-feira, decidiram visitar uma praia da Barra do Cahy. "Fomos tranquilos, não tinha nenhum movimento na estrada. Faltava uns 100 metros para chegar no nosso destino e ouvimos barulho de estampido. Olhamos para o lado e tinha um barranco, várias pessoas atirando na gente", relatou.
De acordo com Dutra, havia cerca de 20 indivíduos armados, com lenços cobrindo o rosto. "Eu ergui meus braços e disse que era turista. Eles só gritavam e mandavam a gente ir embora", acrescentou. Após os disparos, ele levou a esposa e a cunhada para Corumbau, na pousada onde estavam hospedados, de onde uma equipe médica as encaminhou para atendimento em Porto Seguro.
Ação policial e apreensões
A Polícia Civil da Bahia informou que oito pessoas foram presas e quatro adolescentes foram apreendidos, todos suspeitos de envolvimento no ataque a tiros. Com os 12 indivíduos, foram apreendidas quatro carabinas e um revólver de calibres 12 e 38, além de munições. As investigações continuam para esclarecer os motivos e a dinâmica do conflito que resultou no ataque às turistas.
O caso chama a atenção para a violência em áreas de disputa por terras na Bahia, destacando os riscos enfrentados por turistas e moradores locais. As autoridades reforçam a necessidade de medidas de segurança e diálogo para resolver conflitos fundiários na região.



