Trancista é assassinada em Araguari após ser atraída por pretexto de bolsa perdida
Trancista morta em Araguari após pretexto de bolsa perdida

Trancista é encontrada morta em Araguari após ser atraída com pretexto de bolsa perdida

Uma trancista de 27 anos foi encontrada morta em Araguari, no Triângulo Mineiro, em um crime que chocou a comunidade local. Luana Carolina de Paulo Melo foi atraída para a casa do suspeito, um homem de 38 anos, com o pretexto de que ele havia encontrado uma bolsa que ela supostamente perdeu. O crime ocorreu na noite de domingo (22), e o corpo da vítima foi descoberto horas depois por um parente do acusado.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito confessou ter estrangulado Luana durante uma discussão enquanto ambos consumiam drogas. Ele fugiu levando o celular e a motocicleta da vítima, vendendo o veículo para obter dinheiro para a fuga. A moto foi localizada pela Polícia Civil já desmanchada, e as peças foram apreendidas como evidências.

O homem foi preso em Goiânia (GO) na terça-feira (24), após troca de informações entre equipes policiais de Minas Gerais e Goiás. Durante a prisão, ele admitiu o crime, mas sua versão será investigada, pois há indícios de que ele e a vítima tinham uma relação amorosa ou de amizade anteriormente. A polícia trata o caso como feminicídio, com sinais de violência sexual encontrados no corpo de Luana.

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Quem era Luana Carolina de Paulo Melo

Luana era uma mãe solo de uma menina de 5 anos, conhecida por seu trabalho como trancista e lembrada por amigos e familiares como uma pessoa intensa, carinhosa e transformadora. Amigos de infância descrevem-na como extrovertida, carismática e sempre disposta a ajudar.

Johnatan Henrique da Silva Gil, de 27 anos, amigo desde a escola, destacou seu jeito acolhedor: "Era daquelas pessoas que chegavam mudando o clima do lugar, com um sorriso fácil e um jeito de cuidar de todo mundo".

Como mãe, Luana era dedicada e sonhava alto para oferecer um futuro melhor à filha. Daniela Jaine Carvalho da Silva, atriz e professora de teatro, relembrou: "A Luana sempre falava do futuro principalmente em relação à filha, de poder conseguir dar do bom e do melhor pra ela".

Contexto e investigações em andamento

O suspeito morava na casa onde o corpo foi encontrado, na rua Corumbá, e mantinha um vínculo indireto com a vítima, sendo pai de uma prima dela. Familiares relataram que ele apresentava comportamento obsessivo em relação a Luana, embora ela nunca tenha comentado nada suspeito sobre ele.

A investigação continua para apurar todos os detalhes, incluindo a venda da moto e as circunstâncias exatas do crime. A comunidade de Araguari está em luto, com amigos organizando homenagens à memória de Luana, que deixou uma filha pequena e um legado de amor e resiliência.

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