A Polícia Civil de Santa Catarina conduz as investigações sobre o assassinato de quatro jovens, com idades entre 19 e 28 anos, cujos corpos foram localizados no último sábado, 3 de janeiro de 2026. Os corpos foram encontrados em uma área de mata, à beira de uma estrada no município de Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis.
Vítimas tinham se mudado para SC em busca de oportunidades
As vítimas foram identificadas como Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, natural de Araraquara (SP); Guilherme Macedo de Almeira, de 20 anos, de Guaranésia (MG); Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, e Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos, estes dois últimos naturais de Guaxupé (MG). Segundo apurado pela polícia, os quatro amigos haviam se mudado para Santa Catarina entre os meses de outubro e dezembro de 2025, vindos do sul de Minas Gerais, com o objetivo de encontrar melhores oportunidades de trabalho.
Eles residiam juntos em um apartamento localizado no bairro Barreiros, em São José, e trabalhavam nas profissões de garçom e soldador. O desaparecimento do grupo foi registrado no dia 28 de dezembro, um domingo, após terem saído para um passeio noturno em Florianópolis na véspera.
Detalhes do crime e dos últimos momentos das vítimas
Os corpos foram encontrados em estado avançado de decomposição, amarrados e envoltos em plástico. A perícia ainda trabalha para determinar as causas específicas das mortes, que apresentavam lesões. Imagens de câmeras de segurança são um dos principais focos da investigação. Gravações mostram que dois dos jovens passaram em frente ao próprio prédio onde moravam, em São José, por volta das 4h15 da madrugada do dia 28, mesmo dia do desaparecimento.
A polícia foi acionada apenas dois dias depois, quando vizinhos notaram que a porta do apartamento estava aberta e os jovens não estavam no local. O delegado Pedro Mendes, diretor de Polícia na Grande Florianópolis, afirmou que todas as linhas de investigação estão sendo consideradas. "Pode ter sido um crime patrimonial, uma briga ou até envolvimento com facções, mas seria leviano afirmar algo agora", declarou o delegado, ressaltando que a fase atual é de oitiva de familiares e coleta de provas.
Histórico e andamento das investigações
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), pelo menos duas das vítimas possuíam registros criminais. Bruno Máximo da Silva teve quatro passagens pelo sistema prisional mineiro entre 2019 e 2023. Pedro Henrique Prado de Oliveira foi preso por um dia em 2024, sendo liberado em seguida pela Justiça. Esses dados são analisados pela polícia catarinense, mas ainda não há uma conexão estabelecida entre o histórico e o crime.
A investigação segue em andamento, com a Polícia Civil buscando reconstituir a trajetória das vítimas desde a saída para o passeio até o encontro dos corpos. Até o momento, não há suspeitos nomeados ou motivação definida para os homicídios.