A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem de 50 anos acusado de perseguir e praticar violência psicológica contra uma jovem de 18 anos em Piraí. A prisão em flagrante foi realizada na última sexta-feira (9), no bairro Asilo, mas as informações sobre o caso foram divulgadas apenas no sábado (10).
Obsessão e declarações perturbadoras
De acordo com as investigações, o caso começou a ganhar contornos graves no dia 24 de dezembro de 2025. Nesta data, o suspeito foi até o local de trabalho da mãe da vítima e declarou estar apaixonado pela filha dela. "Ele disse para a mãe que a jovem acendia algo nele e que ela era uma tentação", relatou o delegado Antônio Furtado, responsável pelo caso.
A situação escalou na sexta-feira (9), quando o homem foi até a residência da jovem para questioná-la sobre o motivo de "olhar para ele de cara feia". A vítima, segundo a polícia, já apresentava crises de choro, pânico e medo de sair sozinha ou ser atacada, em decorrência da perseguição constante.
Vigília constante e justificativa "espiritual"
O comportamento do suspeito foi classificado pela autoridade policial como obsessivo. "Não há qualquer dúvida de que esse indivíduo desenvolveu uma obsessão, com comportamento invasivo, insistente e ameaçador", afirmou o delegado Furtado. Ele detalhou que o homem vigiava a jovem dia e noite da janela de sua casa, seguia seus passos pelas ruas do bairro e fazia declarações perturbadoras.
Entre essas declarações, estavam afirmações de que ele sentia quando a vítima estava sofrendo e de que estava completamente obcecado por ela. Quando abordado pelos policiais, o suspeito negou ter tido qualquer relacionamento com a jovem. Ele alegou que sua ligação com ela era apenas "espiritual" e que todas as suas ações foram realizadas "por ordem divina".
Desfecho do caso e medidas legais
A vítima, acompanhada dos pais, procurou a delegacia da cidade para registrar a ocorrência e pedir ajuda. Com base nas provas e no relato, os agentes localizaram e prenderam o suspeito quando ele saía de casa.
O homem foi encaminhado à delegacia de Piraí e vai responder criminalmente pelos crimes de violência psicológica e perseguição. Após os procedimentos, ele foi transferido para a Casa de Custódia de Volta Redonda, na região Sul Fluminense, e agora aguarda as decisões da Justiça.
O caso serve de alerta para um tipo de crime que, muitas vezes, começa de forma sutil, mas pode causar graves traumas psicológicos, destacando a importância da denúncia e da atuação rápida das autoridades.