Polícia investiga morte de idosa a facadas no bairro Condor, em Belém
Uma mulher de 60 anos foi encontrada morta dentro de sua residência na terça-feira, dia 10, em uma vila de kitnets localizada na travessa Três de Maio, no bairro da Condor, em Belém. A vítima foi identificada como Maria do Socorro Guimarães, natural de Igarapé-Miri e mãe de três filhos. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, segundo informações da Polícia Civil.
Detalhes do crime e investigação inicial
O corpo da idosa foi descoberto pelo neto da vítima no início da tarde de terça-feira. Uma equipe da Divisão de Homicídios esteve no local para realizar o levantamento inicial de informações, trabalho que foi acompanhado por familiares de Maria do Socorro. A análise preliminar da perícia criminal indicou que a vítima não teve chance de reagir ao ataque.
De acordo com o perito Benedito Leão, Maria do Socorro foi encontrada sobre a cama e apresentava sinais de possível sufocamento, estrangulamento ou esganadura. Além disso, não foram encontrados indícios de arrombamento na residência, sugerindo que o autor do crime tinha acesso ao imóvel. “Isso quer dizer que era uma pessoa do convívio dela, mas essa confirmação depende da investigação da Polícia Civil”, afirmou o perito.
Imagens de câmeras de segurança e suspeito
Imagens de câmeras de segurança de uma casa próxima ao local registraram uma movimentação considerada suspeita na vila durante a madrugada. Nas gravações, um homem encapuzado aparece entrando no local por volta das 23h30 de segunda-feira, dia 9. Cerca de quatro horas depois, por volta das 3h20 da madrugada de terça-feira, o mesmo indivíduo é visto saindo apressado da vila, carregando uma sacola e uma televisão.
Segundo a polícia, o homem que aparece nas imagens é Amintas da Costa Viana, ex-namorado da vítima. O casal estava separado havia aproximadamente um mês. A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Delegacia de Feminicídio e que as buscas pelo principal suspeito continuam ativas.
Apelo por informações e sigilo garantido
Para auxiliar nas investigações, a polícia solicita que qualquer informação relevante seja repassada ao Disque-Denúncia, pelo número 181. O sigilo das denúncias é garantido, conforme destacado pelas autoridades. Este caso reforça a importância da vigilância comunitária e da colaboração do público em crimes violentos.



