Padre é condenado a seis anos de prisão por violação sexual de coroinha em Serra Negra
Padre condenado por violação sexual de coroinha em SP

Condenação por abuso sexual de adolescente

A Justiça de Serra Negra, interior de São Paulo, condenou um padre a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra um adolescente. A vítima, que atuava como coroinha, tinha apenas 14 anos quando os abusos tiveram início, conforme apontou o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Detalhes da denúncia

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Gustavo Pozzebon, os abusos ocorreram entre os anos de 2014 e 2016, nas cidades de Serra Negra e Guarulhos, ambas no estado de São Paulo. O padre teria se aproximado do jovem após convidá-lo para ser coroinha e, ao notar o interesse do adolescente pela vida religiosa, começou a estabelecer uma relação de confiança.

Segundo a Promotoria, o sacerdote utilizou sua posição de autoridade para manipular a vontade do jovem, criando um vínculo de dependência emocional. Para isso, oferecia presentes e fazia convites frequentes ao adolescente. Essa proximidade, de acordo com a acusação, permitiu a repetição dos abusos em locais privados, como a casa paroquial.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Agravante de autoridade

A sentença judicial destacou que os atos eram realizados às escondidas, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar qualquer reação por parte da vítima. A decisão também reconheceu o agravante da autoridade que o padre exercia sobre o adolescente, o que facilitou a prática dos crimes.

O g1 tenta localizar a defesa do padre condenado para obter um posicionamento oficial sobre a decisão judicial.

Como identificar e denunciar abuso infantil

Em casos de violência ou abuso sexual infantil, é fundamental estar atento a sinais como mudanças de comportamento, medo de certas pessoas ou lugares, e lesões físicas. Denúncias podem ser feitas ao Disque 100, ao Conselho Tutelar ou à Polícia Civil.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar