Mulher em surto com faca e criança no colo é imobilizada com taser pela PM em Santos
Mulher com faca e criança é imobilizada com taser pela PM em Santos

Mulher em surto com faca e criança no colo é imobilizada com taser pela PM em Santos

Um episódio de tensão mobilizou a Polícia Militar (PM) na cidade de Santos, no litoral paulista, na última segunda-feira (19). Uma mulher, que aparentava estar em surto psicológico e se mostrava agressiva, foi contida pelos agentes após sair na rua portando uma faca e carregando uma criança no colo. O caso ocorreu na movimentada Avenida Afonso Pena, localizada no bairro Embaré, gerando apreensão entre moradores e transeuntes.

Operação de contenção exigiu uso de arma de choque

De acordo com informações divulgadas pela corporação policial, os militares foram acionados para intervir na situação de risco. Ao chegarem ao local, encontraram a mulher em estado de agitação, brandindo a faca de maneira ameaçadora. Os policiais relataram que deram várias ordens verbais para que ela largasse a arma, mas não obtiveram obediência, o que elevou o nível de perigo, especialmente devido à presença da criança.

Diante da recusa em cooperar, os agentes isolaram a área para garantir a segurança de terceiros. Somente após verificarem que a criança estava em uma posição segura, longe do alcance imediato da faca, os policiais decidiram utilizar um taser — uma arma de choque não letal projetada para imobilização temporária. A descarga elétrica fez com que a mulher soltasse o objeto cortante, permitindo que fosse contida sem maiores resistências.

Desfecho do incidente e encaminhamentos

Felizmente, a ação policial resultou em um desfecho sem ferimentos graves. A mulher não sofreu lesões físicas significativas durante a imobilização, e a faca foi apreendida como prova do ocorrido. Ela foi então encaminhada a uma unidade de saúde da região, onde recebeu atendimento médico e foi internada para acompanhamento especializado, indicando a necessidade de cuidados psicológicos ou psiquiátricos após o surto.

A criança, que estava sob os cuidados da mulher durante o incidente, também foi avaliada e não apresentou ferimentos, sendo entregue a responsáveis apropriados. A PM emitiu um comunicado destacando que o uso do taser foi uma medida de último recurso, aplicada apenas para evitar uma escalada de violência e proteger vidas.

Falta de registros oficiais gera questionamentos

Em uma reviravolta curiosa, a Prefeitura de Santos e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) foram procuradas para comentar o caso, mas afirmaram não ter encontrado registros formais sobre a ocorrência. Essa ausência de documentação oficial levanta dúvidas sobre a burocracia envolvida no registro de incidentes policiais, especialmente em situações que envolvem saúde mental e uso de força moderada.

O episódio serve como um alerta para a importância de protocolos de segurança em casos de surtos psicológicos em espaços públicos. Especialistas em saúde mental e segurança urbana ressaltam a necessidade de treinamento contínuo para policiais, que frequentemente atuam na linha de frente de crises envolvendo vulnerabilidade emocional.

A população santista tem demonstrado preocupação com a recorrência de situações similares, exigindo mais investimentos em políticas públicas que integrem saúde, assistência social e segurança. Enquanto isso, a PM reforça seu compromisso com a proteção da comunidade, utilizando equipamentos e técnicas que minimizem riscos em intervenções delicadas como essa.