Motorista escolar condenado a 135 anos por abusar de 6 crianças em Colina
Motorista escolar condenado a 135 anos por abusar de 6 crianças

O motorista de transporte escolar José Antonio Mamprim, de 69 anos, conhecido como Careca, foi condenado a 135 anos de prisão por abusar sexualmente de seis crianças e adolescentes em Colina, interior de São Paulo. Ele era responsável pelo transporte escolar na cidade e utilizava a função para cometer os crimes, escolhendo as vítimas para deixá-las por último em casa, quando ficavam sozinhas com ele.

Denúncia e investigação

Os casos vieram à tona em outubro de 2024, após uma das vítimas, de 12 anos, escrever uma carta à professora relatando os abusos sofridos naquele ano. A denúncia levou ao acionamento do Conselho Tutelar, que realizou uma escuta especializada com apoio psicológico. A Polícia Civil então iniciou as investigações, que culminaram na prisão de Mamprim em 9 de outubro de 2025.

Além da pena de prisão, Mamprim foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização para cada uma das seis vítimas. A defesa do motorista ainda não foi localizada pela reportagem.

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Crimes ocorreram entre 2015 e 2025

De acordo com as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, os estupros ocorreram entre 2015 e 2025. As vítimas tinham idades entre 11 e 17 anos, e uma delas é cega e muda. As mães das vítimas relataram que mantinham uma relação de confiança com Mamprim e nunca desconfiaram dos abusos.

Como os abusos aconteciam

Segundo os depoimentos, os abusos ocorriam geralmente com as adolescentes que eram deixadas por último no veículo, na zona rural. A primeira denunciante, de 12 anos, contou que era a última a embarcar e sempre se sentava no banco dianteiro, próximo ao motorista. Em diferentes ocasiões, voltava sozinha com ele, que então tinha comportamentos abusivos.

A vítima revelou que Mamprim acariciava suas pernas, elogiava seu corpo e iniciava conversas de cunho sexual, mencionando que tinha vontade de ter relações com ela e pedindo que descrevesse suas partes íntimas. Em uma ocasião, ele a beijou à força na boca, após dizer que a considerava uma filha e pedir um beijo no rosto.

Outra vítima, de 14 anos, também relatou ter sido acariciada nas pernas e afirmou que o motorista tinha o hábito de elogiar as meninas transportadas. As mães das duas vítimas disseram à polícia que as filhas tiveram mudanças de comportamento e precisaram de acompanhamento psicológico. Uma das adolescentes chegou a ter episódios de autolesão devido ao nojo causado pelos abusos.

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