Uma tragédia familiar abala Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Uma mulher de 34 anos, que estava internada em estado grave no Hospital Doutor João Penido, morreu após quase um mês hospitalizada com suspeita de envenenamento. A filha dela, de apenas 6 anos, já havia falecido no dia 10 de abril, apresentando os mesmos sintomas. O óbito da mãe foi confirmado ao g1, e o sepultamento está previsto para terça-feira (5).
Investigação em andamento
A principal hipótese levantada pelas autoridades é de envenenamento, mas ainda não há confirmação oficial sobre a causa das mortes. Exames periciais estão em andamento para identificar a substância envolvida. O g1 solicitou atualizações à Polícia Civil e à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e aguarda retorno.
Relembre o caso
Mãe e filha deram entrada na Unidade Regional Leste no dia 9 de abril. De acordo com os registros médicos, ambas apresentaram sintomas semelhantes, como salivação excessiva e paradas cardiorrespiratórias. A criança foi transferida para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, mas não resistiu e morreu na madrugada do dia 10. Já a mãe foi levada para o Hospital Doutor João Penido no dia 11 de abril, onde permanecia intubada em estado grave até a confirmação do óbito.
Detalhes da perícia
Segundo a polícia, a criança teve vômito, salivação excessiva e parada cardiorrespiratória, precisando ser intubada. A mulher, que chegou consciente, evoluiu para parada cardiorrespiratória e salivação excessiva — assim como a menina — e também precisou ser intubada.
- Suspeita de substância: Um familiar das vítimas relatou ter encontrado partículas semelhantes a "chumbinho" (raticida ilegal) em um chocolate na casa das vítimas. Embora o médico não tenha confirmado a substância no doce, relatou ter visto resíduos com características semelhantes no vômito da criança.
- Material recolhido: A perícia recolheu um prato com resquícios de macarrão instantâneo na residência da família, no Bairro São Benedito. O material passa por análise laboratorial.
- Inquérito: O caso é investigado pela 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora. O delegado Vitor Fiuza já realizou oitivas com testemunhas e familiares. A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais e de necropsia para esclarecer as causas da intoxicação e determinar os próximos passos do inquérito.



