Um crime violento chocou a cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira, 1º de fevereiro. Um lenhador, identificado como Leonardo de Souza Correa, de 42 anos, foi preso em flagrante após usar uma foice para atacar e matar um pedreiro.
Detalhes do crime violento
A vítima foi Francisco Robson Guimarães Alencar, de 54 anos, encontrada sem vida em uma via pública da cidade. Ele apresentava um ferimento grave na região do pescoço, causado pelo golpe de foice. Testemunhas que estavam nas proximidades relataram à polícia terem visto o suspeito utilizar a ferramenta agrícola para cometer o crime.
Após receber o chamado, as equipes policiais seguiram para a residência do lenhador, onde localizaram a arma do crime. A foice apresentava vestígios de sangue, conforme confirmado pelos peritos. Iniciadas as buscas nas imediações, os policiais conseguiram localizar e prender Leonardo Correa, que não resistiu à prisão.
Confissão e motivação do crime
Em seu depoimento, o lenhador confessou o homicídio. Ele alegou que já existiam desentendimentos prévios com a vítima. Segundo sua versão, Francisco Alencar teria ameaçado matar sua filha, o que gerou uma rixa entre os dois.
No momento do ataque fatal, o investigado afirmou que se sentiu provocado. Ele disse que a vítima fez um movimento como se fosse pegar uma faca para atingi-lo. Foi nesse contexto, segundo sua declaração, que ele utilizou a foice que portava para golpear o pedreiro no pescoço.
Prisão e enquadramento legal
Diante das evidências e da confissão, Leonardo de Souza Correa foi encaminhado à Central de Flagrantes da cidade, onde foi formalmente preso em flagrante delito. O caso agora segue para as instâncias judiciais.
O lenhador pode responder pelo crime de homicídio qualificado. A qualificadora prevista inicialmente é a de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o ataque com a foice foi súbito e violento, dando pouca ou nenhuma chance de reação ao pedreiro.
O caso reforça os debates sobre a violência urbana e os conflitos interpessoais que podem escalar para tragédias. A polícia continua investigando o histórico de relação entre vítima e acusado para entender completamente a dinâmica do crime.