O goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, foi preso na noite desta quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ele estava foragido da Justiça há aproximadamente dois meses. A prisão foi confirmada por Maria do Carmo, representante legal da família de Eliza e madrinha de Bruninho, filho da vítima com o ex-jogador.
Reação da família
Maria do Carmo afirmou que dona Sônia Samudio, mãe de Eliza, já foi informada sobre a prisão. “Nós estamos muito, muito aliviadas. Eu só espero realmente que, primeiro, ele vá para o regime fechado, porque ele fica rindo da cara da Justiça, de todo mundo, como se o que ele tivesse feito não fosse grave. E que dessa vez ele entenda que precisa cumprir a lei, que precisa ter endereço fixo, que precisa pagar pensão. Ele precisa ter responsabilidade, coisa que ele nunca teve”, declarou.
Motivos da prisão
O mandado de prisão foi expedido em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais constatar que Bruno descumpriu regras da liberdade condicional. Entre as irregularidades estão uma viagem ao Acre sem autorização judicial e o não retorno ao regime semiaberto no prazo estipulado. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-goleiro também deixou de atualizar seu endereço por três anos, descumpriu horários de recolhimento e frequentou locais proibidos, como o Maracanã durante um jogo em fevereiro. Viagens não autorizadas para Minas Gerais também foram apontadas.
Detalhes da abordagem
De acordo com a Polícia Militar, Bruno foi localizado no bairro Porto da Aldeia. Ele não resistiu à prisão e colaborou com os policiais durante toda a abordagem. Inicialmente, foi levado para a 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, onde o mandado foi cumprido. Posteriormente, a ocorrência foi encaminhada para a 127ª DP, em Búzios, responsável pelos procedimentos legais. A prisão foi resultado de uma ação conjunta entre o setor de inteligência do 25º BPM, de Cabo Frio, e o serviço de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais.
Histórico do crime
Bruno foi condenado pela morte de Eliza Samudio, desaparecida em 2010. O caso teve grande repercussão nacional e internacional. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A Justiça concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, Bruninho Samudio – hoje goleiro das categorias de base do Botafogo.
Bruno ficou preso em regime fechado de 2010 até 2019, quando progrediu para o semiaberto. Em 2023, foi concedida a liberdade condicional, que agora foi revogada devido aos descumprimentos.



