Família de homem morto após injeção em farmácia no Acre cobra investigação
Família de vítima de injeção em farmácia cobra investigação no AC

Mais de um mês após a morte de Maiko Oliveira França, de 31 anos, que faleceu após tomar uma injeção em uma farmácia em Tarauacá, no interior do Acre, sua viúva, Soraya Neri, afirma que não recebe atualizações sobre a investigação há mais de 15 dias. O caso, que envolve uma infecção generalizada, segue sendo apurado pelas autoridades.

Investigação sem novidades

O delegado responsável, José Ronério, informou ao g1 que novas diligências estão em andamento e que provavelmente solicitará a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito. A última vez que a família foi chamada à delegacia foi no dia 1º de abril. "Desde lá, ainda não tivemos resposta de nada. Segundo o que informaram, estariam esperando o prontuário de Cruzeiro do Sul, mas até agora não entraram mais em contato", lamentou Soraya.

O caso

Maiko procurou a farmácia no dia 18 de março após sentir tonturas. No local, teria pedido orientação sobre qual medicamento tomar e, após recomendação de uma atendente, recebeu uma injeção intramuscular na região do glúteo. A aplicação foi feita por uma mulher, supostamente filha dos proprietários, mesmo após o paciente demonstrar hesitação inicial.

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Nos dias seguintes, o quadro de saúde piorou. No dia 19, ele retornou à farmácia com dores intensas e recebeu apenas um spray analgésico. Já no dia 20, com hematomas e dor intensa, procurou atendimento médico no hospital local. Maiko ficou internado por dois dias em Tarauacá e, devido à gravidade, foi transferido de avião para Cruzeiro do Sul, onde chegou ao Hospital Regional do Juruá em estado crítico e morreu no dia 22 de março.

Causa da morte

A causa da morte foi apontada como sepse associada a fasciíte necrosante, uma infecção grave que se espalha rapidamente pelo corpo e pode levar à falência de órgãos como rins e fígado.

Ações dos órgãos competentes

O Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) instaurou, no dia 26 de março, procedimentos nas áreas criminal e cível para apurar as circunstâncias da morte. O Conselho Regional de Farmácia do Acre (CRF-AC) também apura o caso junto aos órgãos de justiça.

Revolta da família

A família realizou um protesto no dia 30 de março pedindo justiça e celeridade nas investigações. "É uma dor muito grande na nossa família por conta de um erro de uma farmácia. A farmácia continua funcionando normalmente, como se nada tivesse acontecido, isso causa revolta. Deveria ter pelo menos luto pela nossa família", desabafou a prima da vítima, Raimunda Cristiana.

Maiko deixou três filhos, de 10 anos, 8 anos e um bebê de um mês, além da companheira com quem mantinha união estável há mais de dez anos.

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