Enfermeiras são agredidas por acompanhante em hospital de Salvador após reclamação sobre espera
Enfermeiras agredidas por acompanhante em hospital de Salvador

Profissionais de saúde sofrem violência durante plantão em unidade hospitalar da capital baiana

Um episódio de violência contra profissionais da saúde chocou o Hospital Professor Eládio Lassere, localizado no bairro de Cajazeiras II, em Salvador, na última terça-feira (7). Três enfermeiras foram agredidas fisicamente pela acompanhante de um paciente, conforme denúncia formalizada pelas próprias vítimas. A situação ocorreu no setor de emergência da unidade, que atende a população da região metropolitana da capital baiana.

Detalhes do incidente e registro policial

De acordo com relatos de testemunhas presentes no local, a agressora, uma mulher de 42 anos, acompanhava um familiar que já se encontrava internado na unidade hospitalar. A discussão teria começado quando uma das enfermeiras informou que o atendimento poderia demorar devido à alta demanda de pacientes na emergência. Irritada com a notícia, a acompanhante teria tentado dar um tapa no rosto da profissional de saúde.

Outras duas enfermeiras que presenciaram a agressão inicial tentaram intervir para conter a situação, mas também acabaram sendo alvo de violência física pela mesma mulher. A Polícia Civil registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra a suspeita, um procedimento simplificado utilizado para crimes de menor potencial ofensivo.

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Resposta institucional e apoio às vítimas

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e conduziu todos os envolvidos na confusão até a Central de Flagrantes para os devidos procedimentos legais. Em comunicado oficial, a direção do Instituto Fernando Filgueiras (IFF), responsável pela gestão do hospital, informou que as funcionárias agredidas foram imediatamente assistidas após o incidente.

"As trabalhadoras foram imediatamente assistidas, encaminhadas para avaliação médica e acolhidas pela instituição, com o suporte necessário", afirmou a direção do IFF. O comunicado ainda destacou que o familiar envolvido também foi ouvido e recebeu acolhimento apropriado, enquanto os serviços de emergência continuaram funcionando normalmente, sem prejuízo ao atendimento dos demais pacientes.

Contexto operacional e programa de apoio

Testemunhas do ocorrido relataram que o hospital estava funcionando com quadro reduzido de profissionais no momento do incidente, informação que foi questionada pelo g1 à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), mas que não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

A instituição hospitalar reforçou que mantém o programa "Cuidando de Quem Cuida", voltado especificamente para o acolhimento dos colaboradores através de escuta qualificada e ações de promoção à saúde mental e bem-estar. "A instituição repudia qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores", declarou a direção do IFF em nota oficial.

Reflexões sobre violência no ambiente hospitalar

Este caso se soma a uma série de incidentes similares registrados em unidades de saúde por todo o país, levantando debates sobre a segurança dos profissionais da área médica e as condições de trabalho enfrentadas por essas equipes. Especialistas em saúde ocupacional frequentemente alertam para o aumento da violência contra trabalhadores da saúde, especialmente em setores de emergência onde as tensões costumam ser mais elevadas.

A ocorrência em Salvador destaca a necessidade de medidas protetivas mais eficazes e protocolos de segurança que garantam a integridade física e emocional dos profissionais que dedicam suas carreiras ao cuidado de pacientes em situações muitas vezes críticas. O acompanhamento psicológico oferecido às vítimas representa um passo importante, mas a prevenção de novos episódios exige abordagens mais amplas envolvendo treinamento, estrutura adequada e conscientização da população.

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