Empresário é executado com três tiros após ser rendido por homens que se passavam por policiais em Embu das Artes
Um empresário de 62 anos foi brutalmente assassinado na manhã desta segunda-feira (13), próximo ao aterro sanitário de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo. O crime, registrado por câmeras de segurança por volta das 7h30, revela uma ação planejada e violenta que chocou a comunidade local.
Abordagem com uniformes da Sabesp e falsa identificação policial
Donizeti Aparecido Alexandre de Souza estava tomando café com sua irmã em uma barraca onde ela trabalha quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Segundo o relato da irmã da vítima ao boletim de ocorrência, os criminosos usavam uniformes parecidos com os da Sabesp, o que inicialmente não levantou suspeitas. Os homens fingiram ser policiais, renderam os dois irmãos e exigiram dinheiro e armas.
Donizeti informou aos agressores que havia uma arma em sua caminhonete estacionada nas proximidades. Imediatamente, um dos suspeitos se dirigiu ao veículo para verificar a informação. Enquanto isso, o outro criminoso retirou a irmã do empresário do local, isolando-a da cena principal.
Execução com três tiros na cabeça e fuga dos assassinos
Quando o primeiro suspeito retornou da caminhonete e se encaminhava para a moto, seu comparsa disparou um tiro na cabeça de Donizeti. Com a vítima já caída no chão, o assassino efetuou mais dois disparos contra o empresário, totalizando três tiros na região da cabeça. Após consumar o crime, os dois homens fugiram rapidamente no veículo de duas rodas, deixando para trás uma cena de violência extrema.
O acesso ao local do crime foi imediatamente bloqueado pelas autoridades, enquanto equipes da perícia técnica iniciaram os trabalhos de coleta de evidências. O caso está sendo investigado pela Delegacia Central de Embu das Artes, que já mobiliza esforços para identificar e capturar os responsáveis.
Delegado aponta indícios de que criminosos conheciam rotina da vítima
O delegado Estevão Castro, responsável pelas investigações, revelou que há fortes indícios de que os autores do crime conheciam detalhadamente a rotina do empresário. "Tudo leva a crer que são pessoas que pelo menos conheciam o ritmo de vida dele", afirmou o delegado em entrevista.
Castro detalhou que os criminosos pareciam ter informações precisas sobre os hábitos de Donizeti: sabiam o horário em que ele chegava à empresa, conheciam o costume de deixar a arma dentro do veículo e escolheram um momento de pouca movimentação no local, o que facilitaria a execução do plano criminoso.
Esta não é a primeira vez que criminosos se passam por funcionários de empresas públicas ou policiais para cometer crimes na região metropolitana de São Paulo. O modus operandi preocupa as autoridades, que alertam a população para ficar atenta a abordagens suspeitas, mesmo quando os indivíduos apresentam uniformes ou identificações aparentemente legítimas.
A família de Donizeti Aparecido Alexandre de Souza recebeu apoio das autoridades locais e aguarda o andamento das investigações. A comunidade de Embu das Artes permanece em alerta, enquanto a polícia busca respostas para este crime que expõe a vulnerabilidade de empresários e cidadãos comuns frente à violência urbana organizada.



